
Casos de virose aumentam na cidade: você sabe o que seu filho pode, e o que NÃO deve, comer durante episódios de vômito e diarreia?
Com o aumento dos casos de virose gastrointestinal na cidade, popularmente chamada de “virose da mosca” — muitos pais têm buscado orientação sobre como alimentar os filhos durante o período de vômito e diarreia.
A alimentação adequada é uma aliada importante na recuperação e ajuda a prevenir a principal complicação nesses casos: a desidratação.
Hidratação é prioridade
Quando a criança apresenta diarreia ou vômito, há perda significativa de líquidos e sais minerais. Por isso, a hidratação deve começar imediatamente.
- Água em pequenas quantidades e com frequência
- Soro de reidratação oral (de farmácia)
- Chás claros como camomila ou erva-doce
- Caldos leves caseiros
A oferta deve ser fracionada, especialmente se a criança ainda estiver vomitando. Pequenos volumes várias vezes ao dia costumam ser melhor tolerados.
O que a criança pode comer?
Durante a virose, o intestino fica mais sensível. A recomendação é optar por alimentos leves, com pouca gordura e de fácil digestão.
- Arroz branco
- Batata cozida
- Cenoura cozida
- Frango cozido ou desfiado
- Banana (prata ou maçã)
- Maçã cozida ou raspada
- Torradas simples
- Biscoito água e sal
A alimentação deve ser leve e oferecida em pequenas porções ao longo do dia. Não é recomendado forçar a criança a comer — o apetite tende a voltar gradualmente.
O que evitar durante a virose?
- Frituras
- Alimentos gordurosos
- Doces e chocolates
- Refrigerantes e sucos artificiais
- Salgadinhos e ultraprocessados
- Leite e derivados (podem piorar temporariamente os sintomas)
Evitar esses itens favorece uma recuperação mais tranquila.
Quando procurar atendimento médico?
- Boca seca e pouca urina
- Choro sem lágrimas
- Sonolência excessiva ou prostração
- Febre persistente
- Diarreia por mais de três dias
A prevenção começa em casa
A higienização correta das mãos, alimentos e utensílios é fundamental para evitar a transmissão de vírus e bactérias.
Manter a calma, oferecer líquidos com frequência e respeitar o tempo da criança são atitudes que fazem diferença no processo de recuperação.
Camila Maria Silva Leite
Nutricionista | Terapeuta Alimentar Infantil
CRN 11/15471
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