10 de março de 2026

Falsa mensagem sobre corte na frota de ônibus circula em Teresina; Strans nega informação

Fake news circulou após alta no preço do combustível por causa da guerra no Oriente Médio

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Strans desmente boato sobre redução da frota de ônibus em Teresina por causa da guerra. (Foto: montagem)

Um comunicado que circulou nas redes sociais nesta semana afirmando que o Consórcio Urbanus, responsável por parte das linhas da zona Leste de Teresina, reduziria temporariamente a frota de ônibus devido ao aumento no preço do diesel, foi desmentido pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).

O texto alegava que em razão da guerra, o reajuste do diesel teria chegado a 45%, impossibilitando que as empresas colocassem 100% da frota nas ruas e informava, ainda, que representantes do setor estariam em diálogo com a Prefeitura de Teresina para tratar da situação.

Em nota, a Strans reforçou que o comunicado é falso e que o transporte coletivo opera normalmente na capital.

A superintendência orienta que a população busque informações somente nos canais oficiais, para evitar a disseminação de fake news.

Comunicado foi divulgado nos ônibus para esclarecimento (foto: reprodução)

Aumento do combustível no Piauí

Apesar da informação sobre a frota ser falsa, a alta nos combustíveis é real e já chegou ao Piauí, segundo o Sindicato dos Postos Revendedores de Combustíveis (Sindipostos).

O presidente do sindicato, Guilherme Parente, afirmou em entrevista à TV Clube que algumas distribuidoras já estão repassando aumento no preço do combustível para os postos.

Segundo ele, o reajuste é consequência direta da crise no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

“Essa variação de combustível se dá pela tensão entre Estados Unidos e Irã, uma região responsável por 20% a 30% do abastecimento global. Com o aumento do preço do barril, o Brasil sente o impacto, já que parte do combustível é importado”, destaca o presidente.

Guilherme alerta que, se a defasagem de preços continuar, a importação pode diminuir, o que agravaria ainda mais o mercado, gerando até falta em alguns locais.

Guilherme Parente, Presidente do Sindipostos. (Foto: reprodução / TV Clube)


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