21 de abril de 2026

Vozes do Autismo: mãe relata como a terapia acompanha cada fase dos filhos

No programa Redação Clube News, o debate abordou a descoberta do Transtorno Espectro Autista (TEA) e como a família lida com o diagnóstico

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(Foto: Shutterstock)

A campanha Abril Azul marca o mês de conscientização e sensibilização sobre o autismo. Com o objetivo de levar informações e apresentar perspectivas de acompanhamento relacionadas ao tema, a Clube News FM realiza, durante o mês de abril, a série de entrevistas “Vozes do Autismo”.

No programa Redação Clube News, o debate abordou a descoberta do Transtorno Espectro Autista (TEA) e como a família lida com o diagnóstico. A entrevistada, Kellen Carvalho, a professora é mãe de duas crianças com TEA, Dalmo e Dalton, atendidas pelo espaço THEAcolher, da Unimed Teresina.

Para Kellen, o acompanhamento dos filhos, nas sessões de terapia, é essencial para o desenvolvimento das crianças, sobretudo com a proximidade da pré-adolescência.

“A adolescência em si já tem desafios naturais dessa fase, além desses desafios específicos por conta do transtorno. Eles estão passando por essa pequena transição e está bem tranquila. Eles são meninos ótimos, já fazem terapia há muito tempo, estão consolidados em várias questões que poderiam trazer um pouco mais de dificuldade.”

A entrevistada, Kellen Carvalho, a professora é mãe de duas crianças com TEA (Foto: Pedro Pires)

Segundo a professora, o acompanhamento com os filhos vai além das terapias; é um processo constante que acompanha as novas descobertas das crianças.

“O trabalho é constante, porque cada dia tem necessidades novas, a própria sociedade cobra coisas novas. Então vou trabalhando, porque tudo que aparece a mãe está de olho, para conversar com os terapeutas e ajustar os planos, como vai intervir nas questões deles”, pontua.

Kellen explicou que nunca notou algo diferente no comportamento dos filhos. Segundo ela, isso reforça a importância do acompanhamento com profissionais que entendam sobre o TEA.

“Meu primeiro filho nunca teve atrasos, ele sempre fez tudo muito cedo. Ele foi diagnosticado com quase seis anos de idade, não foi cedo; para algumas crianças, esse tempo atrapalha. Para ele foi tranquilo, não atrapalhou tanto. Com o segundo filho, eu fui mais desconfiada porque ele atrasou várias etapas.”

Depois de várias sessões de terapias e acompanhamentos em clínicas, Kellen foi convidada, pela equipe da Unimed, a conhecer o espaço THEAcolher.

“Eu estava fazendo acompanhamento em outra clínica e tinha um atendimento minimamente correto para uma criança autista, mas andava em diferentes lugares. Um dia, recebi uma chamada para participar do THEAcolher. Fiquei assustada no início, mas dei a chance e hoje é muito bom, tudo no mesmo lugar, não preciso ficar passando pela cidade.”

Ela destacou a importância do local para as famílias e os pacientes com TEA. O espaço reúne vários profissionais e busca criar uma proximidade com os responsáveis, que também são ouvidos, como é o caso da entrevistada. “Às vezes eu preciso desse acompanhamento, todo mundo me escuta lá também”, pontuou.


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