
O ex-vereador Juliano Magalhães Coelho, conhecido como “Juliano Importados”, e seu pai, Sebastião Fernandes Coelho, vão continuar presos após a realização da audiência de custódia nesta terça-feira (21), no município de Sobral, no Ceará. Além deles, outras três pessoas foram presas.
A dupla foi presa na tarde da segunda-feira (20). Eles são suspeitos de participação no roubo contra o idoso Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, conhecido como “Totonho”, que sofreu um infarto durante a ação criminosa e morreu. O crime aconteceu no dia 5 de abril.
De acordo com informações da defesa do pai e do filho, os dois devem sair de Sobral e retornar para Tianguá (CE), cidade em que foi realizada a prisão. O Tribunal de Justiça do Ceará informou que o juiz autorizou a transferência dos dois homens para o Piauí, que deve decidir onde eles ficarão presos.
Entenda o caso
De acordo com a investigação da Polícia Civil do Piauí, Juliano Magalhães, que é proprietário de empresas em Tianguá (CE), vendeu um caminhão usado para a vítima. O suspeito chegou a gravar um vídeo com o idoso, parabenizando-o pela compra do veículo.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), Antônio Pereira foi abordado por dois homens que chegaram à sua residência, na localidade Ponto Belo, zona rural de Batalha (PI), em uma motocicleta, sob o pretexto de negociar madeira.
As investigações apontam que o crime foi premeditado, com divisão de tarefas entre os envolvidos. Juliano e o pai teriam atuado no levantamento de informações sobre a vítima, enquanto os outros três suspeitos participaram diretamente do assalto.
A vítima foi levada até um galpão, onde os suspeitos anunciaram o assalto, renderam o idoso, amarraram suas mãos e pés e o amordaçaram. Em seguida, foi subtraído um cofre com cerca de R$ 500 mil.

Ex-vereador também é investigado por violência doméstica
O ex-vereador Juliano Magalhães Coelho, suspeito de latrocínio contra um idoso em Batalha (PI), também é investigado por induzir ao suicídio e praticar violência psicológica contra sua ex-mulher, a empresária Lisdaina Aguiar, que tirou a própria vida aos 37 anos de idade.
Lisdaina foi encontrada sem vida em sua loja, no dia 21 de agosto, e, após sua morte, moradores de Tianguá (CE) realizaram uma manifestação cobrando justiça. O principal argumento dos manifestantes é que o ex-vereador teria contribuído para a morte da ex-companheira.
Juliano foi vereador em Tianguá pelo Partido Progressista (PP) e tentou reeleição, mas não conseguiu se reeleger. No dia 4 de setembro de 2024, parlamentares da Câmara Municipal de Tianguá aceitaram as denúncias apresentadas contra ele. Dos 15 vereadores, 11 votaram pela aceitação.
Na denúncia encaminhada à Câmara de Tianguá, familiares de Lisdaina afirmam que a conduta do então vereador, ao supostamente se envolver em ações que teriam levado uma cidadã ao suicídio, é incompatível com a dignidade do cargo e configura quebra de decoro parlamentar.

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