A paralisação no transporte coletivo de Teresina, realizada na segunda-feira (18), repercutiu na Câmara Municipal nesta terça-feira (19). A base do prefeito Silvio Mendes (União Brasil) alega questões políticas atreladas ao movimento paredista.
Motoristas e cobradores paralisaram as atividades, cobrando melhores condições de trabalho, reajuste salarial de 12% e aumento no ticket alimentação de R$ 600 para R$ 900. Os trabalhadores realizaram a suspensão das atividades de forma temporária nos turnos da manhã, tarde e noite.
Entretanto, uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRF), assinada pelo desembargador-presidente Téssio Tôrres, determinou a circulação integral dos veículos em horário de pico e manutenção de 80% da frota no entrepico.
O vereador Pedro Alcântara (Progressistas) alegou que o movimento teria conotação política pela proximidade com o período eleitoral.
“Tem um processo no Ministério das Cidades para liberar R$ 1,2 bilhão para a aquisição de 90 ônibus novos para Teresina e não anda esse processo. O Governo do PT não libera. Isso é coisa de eleição, de PT. Não é o sindicato, é o PT”, disse o parlamentar.
Em resposta, o vereador Dudu Borges (PT) rebateu as declarações de Pedro Alcântara, afirmando que a responsabilidade sobre o sistema de transporte coletivo é do prefeito Silvio Mendes.
“É inadmissível que fique vereador aqui, fazendo cortes para a rede social, desdenhando do povo pobre dessa cidade. Ele ganha R$ 25 mil, mas quem precisa do transporte público a maioria ganha menos que um salário mínimo. O problema não é do Governo Federal e nem da Câmara de Vereadores, o problema está na gestão”, criticou Dudu Borges.
Audiência pública
Para discutir o assunto, os vereadores aprovaram um requerimento apresentado pelo vereador João Pereira (PT) para discutir a problemática do transporte coletivo em uma audiência pública. A reunião acontecerá às 11h, no dia 1° de junho, no plenário da Câmara.
“Nós solicitamos essa audiência pública para tratar do transporte coletivo urbano, ouvindo a categoria, ouvir os empresários e a população. Desses três entes, eu já ouvi todos. E todos falam por si só: o transporte público é um sistema falido”, destacou João Pereira.
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