20 de maio de 2026

Reunião sobre transporte público de Teresina termina sem acordo; nova audiência é marcada

MP apresentou proposta de aumento de 7% no subsídio repassado pela Prefeitura; sugestão será analisada pelo prefeito Silvio Mendes.

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Ônibus (Foto: Gil Oliveira)

A reunião de conciliação sobre o transporte público de Teresina terminou, mais uma vez, sem consenso entre a Prefeitura, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut) e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro). O encontro foi realizado nesta quarta-feira (20), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22).

A audiência foi mediada pelo desembargador Téssio Torres. Diante do impasse, uma nova reunião entre as partes foi marcada para as 11h desta quinta-feira (21).

Foto: Isabela Leal

Segundo o superintendente municipal de Transportes e Trânsito, Weldon Bandeira, o Ministério Público do Trabalho do Piauí (MPT-PI) apresentou uma proposta de aumento de 7% sobre o subsídio de R$ 6 milhões já repassado pela Prefeitura. A sugestão será submetida à análise do prefeito Silvio Mendes (União Brasil).

“Em média, são pagos mensalmente R$ 6 milhões. Qualquer percentual de aumento deverá ser discutido internamente, tanto nas finanças, como com o senhor prefeito para ver se é possível. Esse subsídio, teoricamente, cobre todos os custos da produção. Se viesse um aumento do subsídio, seria um incremento a mais, até para a melhoria do sistema”, pontuou.

Segundo o desembargador Téssio Torres, sem o aumento do subsídio, a classe patronal poderá ter dificuldades para continuar operando no sistema de transporte coletivo da capital.

“A prefeitura nos colocou que essa política de subsídio vem aumentando ano após ano na última década, e terminou por hoje tal sistema de transporte de Teresina necessitando desse subsídio para fazer frente às despesas. Então, a gente verificou que, de fato, os empresários estão com dificuldades, por exemplo, na renovação de frota, no incremento de algumas vantagens que possam ser dadas a empregados por conta do valor dessa operação”, destacou.

Entenda:

A paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus em Teresina teve início na segunda-feira (18), motivada pela rejeição de propostas de reajuste salarial e melhorias em benefícios como ticket-alimentação e plano de saúde. A categoria reivindica um impacto financeiro total de 12%, enquanto as empresas (Setut) ofereceram apenas 3%, alegando crise financeira e dependência de subsídios da prefeitura

Durante o movimento, a Justiça do Trabalho determinou a manutenção de uma frota mínima para evitar o colapso do serviço essencial, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

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