29 de maio de 2026

Piauí vai usar R$ 1,6 bilhão de novo empréstimo para refinanciar dívida com Banco do Brasil, diz secretário

O valor total dos novos empréstimos totalizam R$ 2 bilhões e foram aprovados pelo Senado.

Compartilhe:

Emílio Júnior (Foto: Jonas Carvalho/ Portal ClubeNews)

O secretário de Fazenda do Piauí, Emílio Júnior, explicou que R$ 1,6 bilhão – recursos provenientes do novo empréstimo solicitado pelo governador Rafael Fonteles (PT) – será utilizado para pagar a dívida de dois empréstimos contratados pelo estado, em 2025, com o Banco do Brasil.

O Senado Federal, na terça-feira (26), aprovou duas operações de crédito do Piauí, no valor total de R$ 2 bilhões. Serão contratados 39 milhões de euros, cerca de R$ 228 milhões, com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD); e 58 bilhões de ienes japoneses, equivalente a R$ 1,83 bilhão,com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).

O Banco Mundial está nos oferecendo [um empréstimo] com um prazo maior e um juro muito menor. Nós fizemos uma análise se seria melhor em dólar, euro ou iene. Pelo nosso estudo econômico, o mais estável e com o menor juro possível foi o iene. É por isso que ela foi aprovada em iene, que é algo cerca de 58 bilhões de ienes, que equivale a R$ 1,8 bilhão de reais”, disse o secretário.

A dívida que será refinanciada pelo estado é de R$ 1,67 bilhão e foi contraída com o Banco do Brasil em novembro de 2025 por meio de dois contratos. A modalidade de pagamento anterior previa um parcelamento de até 12 anos.

Agora, com a mudança, o contrato prevê o prazo total de pagamento de 336 meses, sendo 24 meses de carência e 312 meses de amortização.

A outra parte dos recursos contratados de R$ 228 milhões, com a Agência Francesa, serão direcionados a investimentos no setor de proteção ambiental, para financiar o Projeto Piauí Verde e Sustentável.

Estratégia econômica

Segundo o secretário Emílio Júnior, atualmente, o estado não possui potencial de investimento com recursos próprios. Os empréstimos são uma modalidade de dinheiro mais rápido para a promoção de obras, de acordo com o secretário.

“O estado não tem o recurso todo para investimento. Ele faz a operação de crédito e vai pagando com o que tem no tesouro as prestações e amortizações, mas os investimentos saem na frente. Consequentemente, a renda aumenta e o PIB aumenta”, pontuou.

Garantia da União

O Piauí tem como limite máximo para contratação de empréstimos por ano o equivalente a 16% da sua receita corrente líquida, que seria cerca de R$ 2,7 bilhões. Além disso, a capacidade de endividamento do estado pode atingir até 200% da sua receita corrente líquida anual, que chegaria a R$ 36 bilhões. Atualmente, o estado opera na margem de R$ 14 bilhões.

Emílio Júnior explicou que os R$ 2 bilhões contratados possuem a garantia de pagamento da União. ““Se ela tem a garantia da União, os juros dessa operação são menor. Por quê? Caso o estado não, quem vai pagar é a União. Quem empresta, empresta a um juro menor”, completou.

LEIA TAMBÉM:

Senado aprova dois empréstimos de Rafael Fonteles no valor total de R$ 2 bilhões


📲 Siga o Portal ClubeNews no Instagram e no Facebook.

Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui! 

Leia também: