29 de maio de 2026

Professora de Direito alerta para riscos e potencial da Inteligência Artificial na área jurídica

Segundo ela, a ferramenta pode ser uma aliada, mas também representar riscos quando usada sem critério.

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A professora de Direito Naila Fortes e Silva, doutora em Direito e Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília, criou um curso voltado a profissionais da área jurídica sobre o uso da Inteligência Artificial. Segundo ela, a ferramenta pode ser uma aliada, mas também representar riscos quando usada sem critério.

Em entrevista à Rádio ClubeNews a professora afirma que a Inteligência Artificial já faz parte da rotina de grande parte da população, mesmo de forma indireta, como em pesquisas feitas em plataformas digitais. De acordo com ela, o avanço dessas ferramentas exige atenção, principalmente em áreas que dependem de análise, argumentação e rigor técnico.

Professora de Direito Naila Fortes e Silva (Foto: Pablo Rodrigues/Rádio ClubeNewsFM)

Naila também destaca que o uso da tecnologia já é uma realidade no sistema Judiciário, com investimentos em ferramentas voltadas à otimização de fluxos operacionais.

“O que me causa temor, e por isso estudei bastante, é que minha formação é acadêmica. Então, eu passei por um rigor metodológico muito grande dando aula. Antes do boom da IA, eu já falava do acesso à internet na palma da mão, que atrofiava a capacidade argumentativa e o poder de pesquisa, pois muita gente apenas copiava as respostas do Google. Isso aumentou muito com o avanço”, afirmou.

Apesar das preocupações, a professora reconhece que o uso das ferramentas de Inteligência Artificial se tornou inevitável no dia a dia. Por isso, passou a estudar o tema para compreender melhor o funcionamento da tecnologia e orientar profissionais sobre o uso adequado.

Segundo Naila, essas ferramentas são desenvolvidas para entregar respostas envolventes e apresentar soluções aos usuários, mas isso também pode gerar riscos.

“Se você perguntar, ela sempre vai ter uma resposta, e isso leva ao risco da alucinação, do inverídico. De notícias inventadas, de padrões inexistentes, mas que na resposta aparecem como absolutamente verdadeiros”, explicou.

O curso oferecido pela professora tem como foco o uso de método por profissionais da área jurídica que utilizam Inteligência Artificial. A proposta é apresentar uma base metodológica capaz de contribuir para o desempenho de tarefas sem abrir mão da análise crítica e da checagem das informações.


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