Os pombos fazem parte da paisagem urbana e estão por toda parte, principalmente em praças, mercados e áreas com grande circulação de pessoas. Apesar de parecerem inofensivos, a convivência tão próxima dessas aves com a população pode trazer riscos à saúde e também provocar transtornos para moradores, como sujeira em residências, danos a estruturas e proliferação em locais inadequados.
A TV Clube foi entender por que a presença dos pombos é tão comum nas cidades e quais são os cuidados necessários para evitar doenças. A facilidade de acesso a alimentos e a falta de predadores naturais contribuem para o crescimento da população dessas aves em ambientes urbanos.

Em um condomínio no bairro Morada do Sol, na zona Leste de Teresina (PI), a quantidade crescente desses animais, que costumam se abrigar em caixas de ar-condicionado, tem incomodado e preocupado moradores. Entre os problemas relatados estão o barulho, fezes espalhadas em janelas, calçadas e sobre carros.
A educadora popular Almerinda Alves já tentou várias alternativas para afastar as aves. Até mesmo uma coruja foi usada como estratégia, porém, sem sucesso.

“Tudo o que você imaginar que já me indicaram, tela, eles furaram tudo, uma cola-gel, que era uma ‘beleza’, paguei R$ 400 para o rapaz instalar essa tela, nada. Depois, esse repelente sonoro, em 15 dias [as aves] se acostumaram. Botei uma coruja lá em cima, para as espantar, já virou amiguinha”, disse.
Os riscos aos moradores expostos incluem a contaminação por fungos presentes nas fezes dos pombos, que pode resultar na criptococose, conhecida popularmente como ‘doença do pombo’. Quando o material contaminado se espalha no ambiente, as partículas podem ser inaladas pelas pessoas.
De acordo com o médico infectologista Nayro Ferreira, em caso de contato com o animal ou com as fezes, é necessário higienizar a área imediatamente.

“Esse fungo é de fácil contaminação através do contato direto com o animal ou com as fezes do pombo para que evitemos essa doença, porque não existe vacinação, é não deixar que o pombo adentre o nosso domicílio, não entrar em contato com a feze do animal ou com a própria ave. Muito importante: se tiver contato acidental, lavar o local com água e sabão o mais rápido possível”, frisou.
O biólogo Marcelo Ventura, alertou que medidas simples, como não alimentar os pombos e evitar o acúmulo de resíduos, ajudam a reduzir os riscos e a manter uma convivência mais segura.
“Não se verifica pombos em árvores, eles ficam mais nas edificações, nas estruturas que a gente vai montando, porque é a característica genética deles. Eles se sentem melhor por conta de abrigos, de fazer os ninhos”, explicou.
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