
Alberto Luiz Freitas Monção, preso sob suspeita de estupro de vulnerável em Timon (MA), foi solto. Ele também foi exonerado do cargo de diretor-adjunto da creche onde os crimes teriam ocorrido. As vítimas eram estudantes da Creche Municipal Professora Aurenir Flôr, onde o investigado trabalhava.
A decisão de soltura foi proferida no dia 15 de junho pelo juiz Rogério Monteles da Costa. O suspeito estava preso preventivamente. O espaço está aberto para defesa de Alberto. A prisão foi substituída por medidas cautelares, como:
– Uso de tornozeleira eletrônica;
– Afastamento do investigado de suas funções públicas;
– Proibição de aproximar-se de qualquer escola;
– Recolhimento domiciliar rigoroso no período noturno e durante os dias de folga.
Além disso, a Justiça também determinou que o suspeito está proibido de se aproximar de vítimas e das testemunhas do processo, bem como manter qualquer tipo de contato.
A decisão também autorizou a prorrogação do inquérito policial em mais 30 dias, após o Ministério Público se manifestar a favor do aprofundamento das investigações.
Vídeo mostra diretor levando crianças para depósito
Um vídeo de câmera de segurança obtido pelo Portal ClubeNews mostra o momento em que o diretor de uma creche em Timon, no Maranhão, leva duas crianças para um depósito localizado dentro da sala da direção. As imagens são do dia 21 de maio de 2026.
No vídeo, é possível ver o suspeito chegando a uma sala acompanhado de duas crianças que estudam na creche. Elas têm entre 2 e 3 anos, e são autistas. Ao entrar na sala ele tranca a porta e, logo em seguida, leva os estudantes para um depósito sem monitoramento eletrônico.
Após alguns minutos, o suspeito sai do local. Em seguida, as duas crianças aparecem novamente nas imagens segurando brinquedos. Segundo as imagens, elas receberam uma bola e um livro de pintura. O diretor, então, coloca as crianças sentadas para brincar com os objetos. As imagens foram borradas para preservar a identidade das vítimas.
Vítima relatou dores nas partes íntimas
A investigação começou após a mãe de uma criança denunciar o caso, depois que a menina relatou dores nas partes íntimas. Segundo a polícia, testemunhas também reforçaram o depoimento. Três vítimas já foram identificadas.
“A suspeita é de que o diretor retirava de forma frequente as crianças da sala de aula e as trancava no referido depósito sob o pretexto de fornecer brinquedos ou usar o celular”, informou a delegacia.
De acordo com a delegada da Mulher de Timon, Lorena Alves, o homem escolhia as crianças mais vulneráveis. Ele assumiu a função de diretor-adjunto em fevereiro de 2026. Desde então, ele desinstalou as câmeras do depósito sem explicação.
“Muitas das crianças não falam. Elas são portadoras de autismo, algumas têm laudo. O investigado cuidava desses laudos e, aparentemente, ele escolhia as vítimas de acordo com o laudo. As que não verbalizavam possivelmente seriam as vítimas”, disse.
A investigação aponta que uma coordenadora da creche, que funciona em tempo integral, passou a notar uma mudança de comportamento do gestor.
“As crianças ficam lá o dia inteiro, tomam banho, dormem. Então, ele ia na sala e tirava as crianças sob o poder da professora sob o poder da professora e levava para um determinado local. A investigação percebeu que é o único local da escola que não tem câmera”, afirmou.
Diretor exonerado
O suspeito é natural de Teresina (PI) e é professor concursado em Timon há 11 anos. A Secretaria municipal de Educação, além de exonerá-lo do cargo, afastou a diretora titular da creche.
Segundo a pasta, a medida foi adotada até que o processo seja encerrado, como forma de repúdio a esse tipo de acontecimento.
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