25 de junho de 2026

Mulher presa ao sacar quase R$ 500 mil é vereadora de Piripiri; parlamentar pagou fiança

A suspeita permanece presa e aguarda audiência de custódia

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Mulher presa ao sacar quase R$ 500 mil é vereadora de Piripiri; parlamentar pagou fiança

A mulher presa após sacar quase R$ 500 mil em Piripiri (PI) é a vereadora do município Nalvinha Melo (PDT), investigada por participação em um esquema de lavagem de dinheiro.

A investigação da Polícia Federal (PF) começou após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentações financeiras incompatíveis com a renda da vereadora.

A prisão aconteceu na quarta-feira (24), após a parlamentar sacar quase R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária em Piripiri (PI).

A defesa da parlamentar, Carolina Cavalcante, informou à Rede Clube que a vereadora passou por audiência de custódia, pagou fiança de R$ 20 mil e aguarda a expedição do termo de soltura.

Conforme a PF, “a ação foi motivada por informações que apontavam movimentações financeiras suspeitas, incompatíveis com a capacidade econômica declarada da investigada, bem como por indícios de que as operações realizadas por empresas a ela vinculadas estariam relacionadas a contratos celebrados com a Administração Pública”. 

Segundo a PF, “as investigações apontam indícios de lavagem de dinheiro”. Durante o flagrante, a PF apreendeu o dinheiro, comprovantes bancários e um celular. 

Veja nota da defesa

A defesa já atua no caso e, neste primeiro momento, obteve a concessão da liberdade da investigada, por reconhecer o Poder Judiciário a ausência dos requisitos que justificassem a manutenção da prisão cautelar.

Cumpre destacar que a realização de saque de vultosa quantia em espécie, por si só, não constitui fato típico previsto no ordenamento jurídico brasileiro, não sendo suficiente para caracterizar qualquer ilícito penal.

No momento processual oportuno, a defesa demonstrará judicialmente a origem lícita dos valores, bem como a licitude de sua destinação, a qual, inclusive, foi previamente informada quando do provisionamento e da movimentação dos recursos.

A defesa confia que, ao final da instrução, ficará plenamente comprovada a inexistência de qualquer prática criminosa, reafirmando seu compromisso com o respeito ao devido processo legal, à presunção de inocência e ao pleno exercício do direito de defesa.

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