6 de julho de 2026

Hospital São Marcos planeja empréstimo para custear tratamento de câncer no Piauí e cobra mais recursos do SUS

Entre maio de 2025 e abril de 2026, a unidade de saúde atendeu 39.823 pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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A direção do Hospital São Marcos (HSM) planeja a contratação de um empréstimo para conseguir compensar as despesas com o atendimento do câncer no Piauí. Entre maio de 2025 e abril de 2026, a unidade de saúde atendeu 39.823 pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 3.319 por mês.

Na sexta-feira (3), a direção decidiu suspender o atendimento oncológico a novos pacientes provenientes da rede pública de saúde, alegando a necessidade de ampliação no repasse mensal, que é de R$ 6 milhões. O valor pretendido é de R$ 4,2 milhões, chegando ao custeio mensal de R$ 10,2 milhões.

A operação de crédito, segundo o médico e diretor técnico do HSM, Marcelo Martins – em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (6) – visa evitar o colapso total do sistema, garantindo atendimento aos novos pacientes e os que já são atendidos pelo hospital.

“Essa operação de crédito que nós estamos buscando é para adiar (crise financeira) e buscar tempo. Existe uma proposta de incremento do teto MAC (Média e Alta Complexidade) no município de Teresina no Ministério da Saúde. Essa proposta foi assinada pela FMS (Fundação Municipal de Saúde) em abril e pela Secretaria de Saúde apenas em junho”, pontuou.

Os repasses mensais ao Hospital São Marcos são constituídos por meio da participação de outros entes, como o SUS, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS), responsável por cerca de 60%.

Desse total, a União participa com R$ 1.589.158,02, enquanto o Estado do Piauí aporta R$ 900.000,00. Já o município de Teresina assume a maior parte do custeio, destinando R$ 3.749.022,33 por mês para garantir a continuidade da assistência oncológica.

“Gestor público do estado do Piauí, você quer custear o tratamento do câncer? A pergunta é essa. O São Marcos recebe menos que o restante do país. O São Marcos passa por dificuldades financeiras por subfinanciamento e não por excesso de custos, como a planilha documentou. Nós temos falado há anos e ninguém consegue provar o contrário”, disse.

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