A Operação Flamel, deflagrada nesta quinta-feira (13), teve novos desdobramentos na investigação sobre sucatas de Teresina que compravam materiais furtados. De acordo com o delegado Tales Gomes, os comerciantes conduzidos durante a ação afirmaram que adquiriram o material apreendido de usuários de drogas que atuam nas proximidades do estádio Albertão, na zona Sul da capital.
Segundo a Polícia Civil, duas das três sucatas fiscalizadas armazenavam grande quantidade de cobre, fios e outros metais.
Os comerciantes colaboraram com a investigação e disseram ter comprado os materiais por valores abaixo da tabela de mercado. Conforme o delegado, os investigados tinham conhecimento de que os produtos eram provenientes de furtos.
A estimativa inicial é de que um dos prejuízos tenha chegado a cerca de R$ 6 mil. A polícia, no entanto, acredita que o valor real seja menor, pois os materiais eram comprados por preços reduzidos e posteriormente revendidos acima do valor de mercado.
“São metais que, aparentemente, vieram de aparelhos de ar-condicionado furtados. Os comerciantes foram conduzidos para a delegacia e interrogados. O material será periciado e descartado, pois não temos como saber a origem e a procedência”, afirmou o delegado Tales Gomes.

Entenda
A Polícia Civil do Piauí deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma operação contra a receptação de fios e materiais de cobre furtados em Teresina. Batizada de Operação Flamel, a ação resultou na condução de dois empresários e na apreensão de grande quantidade de cobre em três sucatas localizadas na Vila Jerusalém, na zona Sul da capital.
A operação é resultado de uma investigação conduzida pelo 6º Distrito Policial e pela Diretoria de Operações Policiais (Deop). As apurações tiveram início após a prisão de Francisco Paulo Almeida dos Santos, conhecido como “Paulinho”, em 16 de julho.
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