18 de agosto de 2026

Primeira associação de vítimas de golpes financeiros é criada no Piauí; grupo move ação coletiva na Justiça

Associação aponta prejuízo em torno de R$ 500 milhões às vítimas.

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A segunda reportagem da série “Pirâmide Financeira”, produzida pela Rede Clube, aborda a história de quem confiou na promessa de lucro fácil e acabou vendo as economias desaparecerem. Relatos de perdas financeiras, tentativas frustradas de recuperar os valores e a busca por respostas revelam os impactos de um esquema que deixou um rastro de incertezas e dificuldades.

A promessa de altos rendimentos atraiu dezenas de pessoas que acreditavam estar fazendo um investimento seguro e lucrativo. Com o passar do tempo, porém, os sinais de que algo estava errado começaram a surgir, deixando os investidores preocupados com o destino do dinheiro aplicado.

Para as vítimas, o momento de descobrir que o investimento não era o que parecia marcou o início de uma verdadeira corrida contra o prejuízo.

Foto: TV Clube

Ao perceberem que haviam caído em uma cilada, um grupo criou a 1ª Associação de Vítimas de Golpes Financeiros do Piauí. Unidos, eles lutam na Justiça para recuperar o dinheiro perdido. A estimativa é de que cerca de 170 vítimas já participem da ação coletiva, que aponta um prejuízo em torno de R$ 500 milhões.

“Esse dinheiro é fruto do meu trabalho, do meu suor, que eu conquistei. Tive que colocar na empresa por conta das dificuldades que estava passando. Confiei na pessoa que me levou, porque a palavra sempre foi: ‘Nós pagamos 10% há sete anos. Então, fique tranquilo, porque não vai atrasar, não vai ter problema’”, lamentou uma das pessoas lesadas.

Foto: TV Clube

Um homem, que preferiu não se identificar, relatou que investiu mais de R$ 15 mil na pirâmide e não recebeu o lucro prometido.

“Em 31 de março, eu fiz minha retirada e, até hoje, não recebi. Recebi apenas a última parcela, em fevereiro, que foi de 10%, e uma de março, de 2,3%, que deu R$ 679”, afirmou.

A orientação do Ministério Público do Piauí (MPPI) é que quem passou por situações semelhantes não apague nenhum registro, para que o material possa ser utilizado como prova.

A promotora Micheline Serevejo (foto: TV Clube)

“Tirar prints das conversas, dos Pix que tenha feito, procurar o Ministério Público para que a gente analise o caso e saiba se vai atuar coletivamente ou de forma difusa”, explicou a promotora de Justiça Micheline Serejo.

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