20 de agosto de 2026

Apontado como líder de grupo que clonava linhas telefônicas para aplicar golpes é preso em Teresina

Suspeito era considerado foragido da Operação Chip Falso e foi localizado no bairro Três Andares; polícia cumpriu 32 mandados judiciais nesta quinta-feira (20)

Compartilhe:

Prisão de Lívio Fernando — Foto: Reprodução/PC-PI

Lívio Fernando de Oliveira Sousa, apontado como líder de uma organização criminosa investigada por clonar números de telefone, invadir contas bancárias e aplicar golpes em vítimas de diferentes estados do país, foi preso na manhã desta quinta-feira (20), pela Polícia Civil. A captura ocorreu durante a segunda fase da Operação Chip Falso, no bairro Três Andares, na zona Sul de Teresina.

De acordo com o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o suspeito estava foragido desde a primeira etapa da operação, realizada em 15 de julho. Na ocasião, dez pessoas foram presas e cinco investigados conseguiram escapar, entre eles Lívio.

Segundo a polícia, o investigado foi encontrado em uma residência e não apresentou resistência durante a abordagem.

“Quando entramos, ele não esboçou qualquer tipo de reação. Já temos a confissão dele em outro procedimento e agora aguardamos o interrogatório”, afirmou o delegado.

Além da prisão de Lívio, a Polícia Civil cumpriu 32 mandados judiciais nesta quinta-feira e efetuou a prisão de outras cinco pessoas. Ao todo, seis investigados foram detidos na nova fase da operação. Outros 16 suspeitos continuam sendo procurados.

ESQUEMA

As investigações apontam que o grupo utilizava uma fraude conhecida como SIM Swap, golpe em que criminosos transferem ilegalmente o número de telefone da vítima para um chip sob seu controle.

Com acesso à linha telefônica, os suspeitos conseguiam receber códigos de autenticação enviados por bancos e aplicativos, o que facilitava a invasão de contas e perfis digitais.

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha realizava transferências bancárias indevidas, efetuava compras utilizando dados das vítimas, assumia o controle de contas de WhatsApp e ainda se passava por familiares ou profissionais para aplicar novos golpes.

“O acesso à linha telefônica permitia que eles causassem diversos prejuízos. Eles conseguiam invadir contas, receber códigos de verificação e até abordar familiares das vítimas solicitando dinheiro”, explicou Humberto Mácola.

Conforme a investigação, mais de 50 vítimas já foram identificadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

A Polícia Civil também alerta que pessoas que emprestam contas bancárias, dados pessoais ou cadastros para terceiros podem ser responsabilizadas criminalmente caso participem dos esquemas fraudulentos.

O caso segue sob investigação do DRCC, que busca localizar os demais integrantes da organização e identificar novas vítimas do grupo criminoso.


📲 Siga o Portal ClubeNews no Instagram e no Facebook.

Envie sua sugestão de pauta para nosso WhatsApp e entre no nosso Canal.
Confira as últimas notícias: clique aqui! 

Leia também: