
Lívio Fernando de Oliveira Sousa, apontado como líder de uma organização criminosa investigada por clonar números de telefone, invadir contas bancárias e aplicar golpes em vítimas de diferentes estados do país, foi preso na manhã desta quinta-feira (20), pela Polícia Civil. A captura ocorreu durante a segunda fase da Operação Chip Falso, no bairro Três Andares, na zona Sul de Teresina.
De acordo com o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o suspeito estava foragido desde a primeira etapa da operação, realizada em 15 de julho. Na ocasião, dez pessoas foram presas e cinco investigados conseguiram escapar, entre eles Lívio.
Segundo a polícia, o investigado foi encontrado em uma residência e não apresentou resistência durante a abordagem.
“Quando entramos, ele não esboçou qualquer tipo de reação. Já temos a confissão dele em outro procedimento e agora aguardamos o interrogatório”, afirmou o delegado.
Além da prisão de Lívio, a Polícia Civil cumpriu 32 mandados judiciais nesta quinta-feira e efetuou a prisão de outras cinco pessoas. Ao todo, seis investigados foram detidos na nova fase da operação. Outros 16 suspeitos continuam sendo procurados.
ESQUEMA
As investigações apontam que o grupo utilizava uma fraude conhecida como SIM Swap, golpe em que criminosos transferem ilegalmente o número de telefone da vítima para um chip sob seu controle.
Com acesso à linha telefônica, os suspeitos conseguiam receber códigos de autenticação enviados por bancos e aplicativos, o que facilitava a invasão de contas e perfis digitais.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha realizava transferências bancárias indevidas, efetuava compras utilizando dados das vítimas, assumia o controle de contas de WhatsApp e ainda se passava por familiares ou profissionais para aplicar novos golpes.
“O acesso à linha telefônica permitia que eles causassem diversos prejuízos. Eles conseguiam invadir contas, receber códigos de verificação e até abordar familiares das vítimas solicitando dinheiro”, explicou Humberto Mácola.
Conforme a investigação, mais de 50 vítimas já foram identificadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
A Polícia Civil também alerta que pessoas que emprestam contas bancárias, dados pessoais ou cadastros para terceiros podem ser responsabilizadas criminalmente caso participem dos esquemas fraudulentos.
O caso segue sob investigação do DRCC, que busca localizar os demais integrantes da organização e identificar novas vítimas do grupo criminoso.
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