
A menina de 11 anos que está em tratamento contra o câncer foi ouvida pela Polícia Civil durante a investigação sobre uma suposta agressão praticada pela madrasta, de 24 anos, em Teresina. Segundo a delegada Rosa Chaib, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a criança conseguiu prestar informações aos investigadores.
De acordo com a delegada, a menina conseguiu relatar informações mesmo apresentando dificuldades na fala. A Polícia Civil não divulgou o conteúdo do depoimento nem informou se a criança apontou diretamente a madrasta como responsável pelas lesões.
A investigação teve início após o hospital onde a menina realizava tratamento identificar marcas de mordidas e outros hematomas pelo corpo dela. Diante da suspeita, a unidade de saúde comunicou o caso ao Conselho Tutelar, que encaminhou a denúncia à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Segundo a delegada Rosa Chaib, após receber a denúncia, a DPCA realizou diligências e solicitou uma perícia para avaliar as lesões da criança. Com base nas apurações, a delegacia também pediu à Justiça a prisão preventiva da suspeita.
Conforme a delegada, a menina não convive com a mãe. Antes de iniciar o tratamento contra o câncer em Teresina, ela morava com a avó paterna, na zona rural. Após a descoberta da doença, passou a viver com o pai e a madrasta na capital.
Depois da prisão da madrasta, cumprida na sexta-feira (4), a criança ficou sob os cuidados da avó paterna.
A mulher foi presa preventivamente e é investigada pelo crime de maus-tratos. A Polícia Civil ainda apura a autoria e as circunstâncias das agressões denunciadas. O espaço está aberto para a defesa da madrasta.
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