9 de setembro de 2026

Cadela resgatada ganha crachá e vira mascote de hotel no litoral piauiense; conheça a Piauí

Resgatada nas áreas externas de um hotel no litoral piauiense, Piauí conquistou funcionários e hóspedes e hoje é considerada parte da família do empreendimento

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O que começou como uma aparição tímida entre pedras e sacos de lixo acabou se transformando em uma história de carinho, acolhimento e afeto. A cadela Piauí, que hoje é uma das atrações de um hotel em Parnaíba, no litoral do estado, foi resgatada em 2021 após ser encontrada escondida nas áreas externas do empreendimento.

Segundo o gerente do hotel, Airton Santos, os primeiros sinais da presença do animal surgiram quando os funcionários perceberam que sacos de lixo deixados próximos a uma área externa apareciam rasgados durante a madrugada. Curiosos, alguns colaboradores passaram a observar o local até ouvirem um som semelhante ao de um filhote.

Cadela Piauí. (Foto: Eliz Oliveira)

Ao investigarem a situação, encontraram uma cachorrinha assustada e desconfiada, escondida entre pedras próximas ao hotel. A partir daquele momento, os funcionários decidiram ajudá-la, oferecendo alimento e água diariamente, respeitando o tempo e o espaço do animal.

Com o passar dos meses, a relação de confiança começou a ser construída. Aos poucos, a cadela deixou de se esconder e passou a fazer parte da rotina do local. Foi então que ela recebeu um nome à altura de sua nova casa: Piauí.

Hoje, a cachorrinha é conhecida por hóspedes e funcionários e se tornou uma figura querida entre os visitantes. Segundo Airton Santos, muitos clientes que retornam ao hotel fazem questão de perguntar por ela.

“Hoje, Piauí não é apenas uma cachorrinha que vive no hotel. Ela se tornou uma verdadeira atração para os nossos clientes. Muitos daqueles que já estiveram aqui, quando retornam, perguntam logo por ela. E os hóspedes que chegam pela primeira vez, principalmente os apaixonados por pets, ficam encantados com seu carisma e seu jeito especial”, contou.

O gerente também relembra que a aproximação entre os dois não aconteceu de forma imediata. Devido ao histórico de abandono, a cadela demorou a confiar nas pessoas.

“Eu costumo dizer que foi ela quem me adotou. Foram meses até que Piauí me aceitasse e permitisse a minha aproximação. Mas, depois que aquele vínculo se transformou em amor, tudo mudou. Eu passei a acreditar que não era mais eu quem cuidava dela, eu é que havia me tornado pertencente a ela”, afirmou.

Cinco anos depois de surgir escondida entre as pedras, Piauí se tornou um símbolo de acolhimento e uma companhia inseparável para quem trabalha e se hospeda no local. Para Airton e os demais colaboradores, ela é muito mais do que uma mascote.

“Hoje, ela faz parte da história do hotel. E, para quem a conhece, Piauí não é apenas uma hóspede permanente de quatro patas. Ela é família”, concluiu.


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