Igor Barbosa da Silva, conhecido como “Igor Gordão”, foi preso nesta sexta-feira (16) durante a Operação Cactus, que teve como objetivo combater o tráfico de drogas, a atuação de integrantes de organizações criminosas e a lavagem de dinheiro.
A ação cumpriu 11 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, totalizando 31 ordens judiciais. Durante as diligências, também foram apreendidas armas de fogo.

Os mandados foram cumpridos em municípios do Piauí, Maranhão e Mato Grosso, incluindo Teresina e União, no Piauí; Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão; e Cuiabá, em Mato Grosso.
“Igor Gordão” é apontado pelas investigações como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação no Piauí. Ele foi preso na localidade Centro dos Rodrigues, em Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão, a aproximadamente 400 quilômetros de Teresina.
O coordenador do DENARC, delegado Samuel Silveira, destacou que o suspeito disfarçava a atividade do tráfico de drogas lavando dinheiro em empresas de diversos ramos, como de bebidas.
“Ele lavava esse dinheiro também por meio de revendedores de carro e até mesmo no estado do Mato Grosso, em Cuiabá. Na região onde ele foi preso já temos informes do crescimento patrimonial dele, inclusive com a colocação de novas empresas. Uma segunda fase que nós também avançaremos. A prisão de um dos alicerces do tráfico de drogas do Piauí”, conta.
De acordo com a investigação, Igor teria papel central na estrutura financeira do grupo investigado. Os levantamentos identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados, além de indícios de possível ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
A esposa de Igor, identificada pelas iniciais A. da S. S., também é citada na investigação e nos levantamentos financeiros relacionados ao caso. A possível participação dela é apurada pelas autoridades.
Bloqueio de valores e apreensão de veículos
As medidas judiciais autorizadas no âmbito da investigação incluem o bloqueio de valores em contas bancárias e de bens de investigados e empresas suspeitas de ligação com o esquema. Entre os montantes previstos na decisão estão até R$ 487 mil em bens atribuídos a Igor e R$ 625 mil em bens vinculados à esposa.
A decisão também prevê medidas patrimoniais contra empresas e outras pessoas investigadas, com bloqueios que chegam a milhões de reais. Além disso, foi autorizado o sequestro de 60 veículos e de um apartamento em Teresina, adquirido por R$ 300 mil à vista.
Segundo a investigação, as medidas buscam atingir a estrutura econômica do grupo e impedir que recursos supostamente provenientes de atividades criminosas continuem sendo movimentados ou ocultados.
A decisão judicial autorizou ainda prisões temporárias de 30 dias para 11 investigados, mandados de busca e apreensão e a suspensão das atividades de empresas citadas no procedimento.
Operação mira estrutura financeira do tráfico
A Operação Cactus integra as ações da Segurança Pública do Piauí voltadas ao enfrentamento do tráfico de drogas e das organizações criminosas. A estratégia inclui investigar não apenas a atuação dos grupos, mas também os recursos financeiros que podem sustentar suas atividades.
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