3 de julho de 2026

Lacen: positividade de testes RT-PCR subiu 89% em uma semana no Piauí

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Foto: Walterson Rosa/MS

Lucy Brandão com agências
lucy@tvclube.com.br

A taxa de positividade para Covid-19 pelo exame RT-PCR realizado pelo Lacen Piauí aumentou em 89% de uma semana para a outra. Os dados da Universidade Federal do Piauí e da Fiocruz-PI mostram que a evolução da taxa subiu de 16,66% para 31,5% na última semana epidemiológica.

O Centro de Operações Emergenciais em Saúde Pública (COE) Municipal confirma que a taxa de transmissão da doença na capital vem aumentando pela terceira semana seguida. De acordo com o médico e membro do COE Municipal, Walfrido Salmito, a cada dois testes realizados, um tem resultado positivo.

Em outras unidades da federação a realidade é a mesma. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta terça-feira (1º) que a positividade de testes RT-PCR subiu de 3% para 37% em janeiro. Em dezembro de 2021, a cada 100 testes analisados, 3 davam positivos. Em janeiro, até o dia 24, de cada 100 testes, 37 eram positivos para o SARS-CoV-2. Desde o início da pandemia, as centrais de processamento da Fiocruz processaram 35% de todas as amostras para RT-PCR colhidas no Sistema Único de Saúde (SUS).

O número de testes realizados estava em uma trajetória de queda no mês de dezembro. Na primeira semana epidemiológica do mês, foram processados pela Fiocruz 41 mil testes, número que caiu para 22 mil na última semana. Ao longo de janeiro, porém, o número cresceu de forma acelerada até chegar a 121 mil apenas na terceira semana epidemiológica (16 a 22 de janeiro), o que representa um aumento de 195% na comparação com a média das oito semanas anteriores.

Desde o início da pandemia, as centrais da Fiocruz já processaram mais de 9,5 milhões de exames RT-PCR em apoio ao Ministério da Saúde, atendendo a 23 unidades da federação. O teste RT-PCR é considerado padrão ouro para detecção do SARS-CoV-2 e também é o ideal para diagnosticar pessoas assintomáticas e com baixa carga viral.

Para a coordenadora-geral da Unadig, Erika de Carvalho, o contexto de confraternizações de fim de ano e relaxamento das medidas de isolamento social após o avanço da vacinação ajudam a explicar o aumento de casos. “Isso fez com que a Ômicron expandisse e contaminasse uma quantidade tão grande de pessoas. Sabemos que ela é uma cepa cujo contágio é mais fácil e isso explica bem os números”, disse a pesquisadora.


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