
Luana Fontenele*
Luanafontenele@tvclube.com.br
Nesta quinta-feira (02), a mãe do menino Álvaro Leal Santana Campelo, de 2 anos, que morreu após ser atropelado no dia 23 de janeiro, enquanto brincava em um playground de um condomínio na cidade de Timon, no Maranhão, prestou depoimento na Polícia Civil.
O delegado Renato Cordeiro, responsável pelo caso, afirmou que a família estava muito abalada, pois o menino era filho único. Além disso, a mãe relatou ter o hábito de frequentar o parquinho sempre no mesmo horário e que não teve chance de reação no momento do atropelamento.
“No momento que ela estava lá no balanço, na cadeirinha, brincando com o Álvaro, ela ouviu um barulho de motor quando de repente ela só viu aquele veículo acelerado e invadindo o parquinho. Ela não teve qualquer chance de reação. O veículo já foi muito acelerado e arrancou literalmente o balanço do playground onde as crianças estavam. Ela foi arremessada em direção a grade e o Álvaro com mais a outra adolescente ficaram debaixo do veículo”, conta o delegado.
A mãe destaca que teve um apagão de consciência por conta do impacto e quando recobrou, encontrou o filho debaixo do carro próximo ao pneu dianteiro.
“Na hora que ela recobrou a consciência, ela procurou o Álvaro e já viu que ele estava lá debaixo do carro próximo ao pneu dianteiro direito. Logo depois ela disse que foi retirada do local por pessoas que a levaram para uma residência que fica em frente ao salão de festas, ficou lá aguardando notícias da situação”, destaca o delgado.

A motorista responsável pelo atropelamento, prestou depoimento no último dia 27 de janeiro. A mulher afirma que não lembra o que aconteceu e segue respondendo em liberdade. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
“Já ouvimos todos os ocupantes do veículo já na semana passada. A condutora disse que não lembra o que ocorreu no momento em que ela acessou a vaga no estacionamento e como aquele veículo ao invés de frear acelerou subindo a calçada e invadindo o parquinho”, relata.
O delgado destaca que a adolescente que foi atingida junto com Álvaro, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e precisou passar por cirurgia de reconstrução capilar do couro cabeludo, por isso ainda não prestou depoimento.
A polícia afirma que para fechar o inquérito falta ainda o laudo da perícia do local do crime e o laudo que analisou as condições mecânicas do veículo, dirigibilidade, aceleração, frenagem para se confirmar ou descartar eventual falha mecânica no veículo que tivesse contribuído para o acidente.
“Só temos o laudo cadavérico da criança que apontou a causa da morte como traumatismo crânio-encefálico. Faltam os laudos de perícia do local do crime e o laudo do veículo que analisou as condições mecânicas do veículo”, conclui o delegado Renato Cordeiro.
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Estagiária sob supervisão da jornalista Malu Barreto*
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