
A situação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Renascença, no bairro São Sebastião, na zona Sudeste de Teresina, tem gerado revolta entre pacientes e familiares. Denúncias apontam superlotação, falta de estrutura e demora no atendimento, principalmente no setor de ortopedia.
De acordo com relatos, o problema começa já na recepção, que permanece lotada, com novos pacientes chegando constantemente. No entanto, o cenário mais crítico estaria no setor de ortopedia, onde há pacientes internados em macas espalhadas pelos corredores e até no chão, devido à falta de leitos disponíveis.
Segundo os denunciantes, algumas pessoas aguardam há mais de dez dias por transferência para outros hospitais, onde deveriam realizar exames mais complexos ou passar por cirurgias. A demora tem agravado o quadro clínico de pacientes, que seguem sem definição sobre o andamento do tratamento.
“A situação é de sofrimento. Tem gente esperando há dias, sem estrutura adequada, sem condições dignas de atendimento. Na enfermaria você vê os acompanhantes no chão”, relatou a paciente Diana Machado que está há 10 dias esperando regulação após sofrer uma queda.
Além da superlotação, os relatos indicam que as enfermarias estão com capacidade máxima, o que impede a entrada de novos pacientes nos espaços adequados e força a permanência em áreas improvisadas, como corredores.
NOTA FMS
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que a UPA Renascença tem registrado alta demanda de pacientes ortopédicos, principalmente em decorrência de acidentes de trânsito e quedas. Na última semana, houve superlotação por essas causas, mas todos os pacientes receberam assistência da equipe de saúde.
Para enfrentar o cenário, estão sendo adotadas medidas imediatas: aumento da capacidade operacional para realizar mais cirurgias ortopédicas no HUT; conclusão da reestruturação do Hospital do Dirceu, que passará a realizar cirurgias ortopédicas de menor complexidade, além da abertura de mais de 150 processos licitatórios, que estão em andamento, para aquisição de insumos, medicamentos e materiais hospitalares para toda a rede de saúde, incluindo novas macas.
Além disso, a FMS informa a necessidade de maior retaguarda dos hospitais do Governo do Estado do Piauí, sediados em Teresina, para que juntos possamos oferecer respostas mais rápidas à população piauiense.
Para reduzir a superlotação do serviços causada por fatores evitáveis como os acidentes de trânsito, solicitamos o engajamento conjunto dos órgãos competentes na conscientização sobre a importância do cumprimento das leis de trânsito.
A FMS tem trabalhado diuturnamente para oferecer assistência digna e qualificada à comunidade, mesmo diante dos desafios impostos pela alta demanda.
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