
A Polícia Civil do Piauí divulgou, nesta terça-feira (03), o indiciamento de dois médicos e um técnico de enfermagem por homicídio culposo, após uma possível falha médica na morte de Daiane Barbosa da Silva, 34 anos, e seu filho recém-nascido, Vicente Barbosa. O parto aconteceu no dia 4 de julho de 2025, no Hospital Estadual Dr. João Pacheco Cavalcante, no município de Corrente.
O recém-nascido morreu três meses depois, no dia 20 de novembro de 2025, no Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano (PI). A suspeita é de que a equipe de plantão não teria adotado a conduta adequada durante um procedimento de parto realizado em julho do ano passado.
Segundo os elementos iniciais levantados na época, surgiram indícios de possível falha na prestação do atendimento médico, especialmente quanto à omissão na condução adequada do parto ou na ausência de resposta rápida da equipe diante de sinais clínicos de agravamento do quadro de saúde da mãe e do recém-nascido.

Diante da gravidade da situação, a Divisão Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis de Corrente/PI abriu uma investigação. Durante a apuração, foram colhidos depoimentos, solicitados prontuários médicos, realizadas perícias e outras diligências técnicas para esclarecer completamente os fatos.
Ao final da investigação, o médico plantonista responsável pelo atendimento, o médico obstetra que se encontrava em escala de sobreaviso e um técnico foram indiciados, em tese, pelo crime de homicídio culposo, por entender a Autoridade Policial haver elementos suficientes de indícios de autoria.
Homicídio culposo é a morte quando não há a intenção de matar. O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que agora são responsáveis por analisar o caso e decidir sobre as medidas legais a serem adotadas, incluindo eventual oferecimento de denúncia ou arquivamento.
Entenda
O recém-nascido Vicente ficou internado em estado grave após o parto. Ele tinha ferimentos na cabeça e sangue no pulmão. Segundo a avó, Zenaide Oliveira, ele teve convulsões e parada cardíaca, não resistiu e foi a óbito três meses a morte da mãe.
Já Daiane Barbosa morreu em decorrência a um parto prolongado e choque hipotérmico, além de ter tido uma hemorragia pós-parto. De acordo com a família, Daiane começou a perder líquido por volta do meio-dia do dia 3 de julho de 2025. Ela foi ao Hospital Estadual Dr. João Pacheco Cavalcante, em Corrente, mas foi orientada a voltar para casa por não sentir dores.
Às 15h, Daiane voltou ao hospital com contrações e iniciou o trabalho de parto. O óbito foi declarado às 0h25, segundo a avó de Vicente. Ela deixou o marido e uma filha de 12 anos.
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