15 de abril de 2026

Vereadores admitem mudar reajuste de 5,35% e servidores municipais de Teresina denunciam exclusão

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Servidores públicos municipais de Teresina foram à Câmara Municipal, na manhã desta quarta-feira (15), para cobrar mudanças no projeto de lei que trata sobre o reajuste salarial de 5,35% aos trabalhadores ativos e inativos da Prefeitura de Teresina. O texto foi encaminhado pelo Palácio da Cidade na semana passada.

O agente de portaria da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Peterson Nunes, disse que a proposta excluiu 1.339 servidores do grupo funcional básico, composto por agentes de portaria, maqueiros, auxiliares de serviço, copeiras e motoristas.

O mesmo grupo recebia menos de um salário mínimo como vencimento básico e teve a equiparação salarial garantida no mês de março de 2026, após aprovação da Câmara e sanção do prefeito Silvio Mendes (União Brasil).

“Nós queremos saber por que foi retirado. Foi retirada uma categoria toda? Não tem explicação, porque outras categorias que recebiam o mesmo valor que a gente estão incluídas nesse projeto, e nós não. É o grupo mais vulnerável da Prefeitura”, afirmou.

Servidores de Teresina na Câmara Municipal (Foto: Jonas Carvalho)

Urgência

Inicialmente, o projeto deveria tramitar em regime de urgência especial na Câmara de Teresina. No entanto, a estratégia defendida pelo Palácio da Cidade mudou ao longo da semana e agora o texto será analisado com o prazo mais estendido.

O líder do prefeito na Câmara, vereador Bruno Vilarinho (PRD), não recuou da possibilidade de fazer alterações no texto original enviado pelo Município.

“Isso vai para as comissões. Eles (os servidores) falaram comigo ontem e eu me comprometi de não colocar em regime de urgência especial hoje na sessão. O projeto foi apenas lido. Vamos ouvir os servidores, a Prefeitura, os vereadores vão participar dessa discussão, e vamos buscar a melhor solução”, disse.

Emenda

O vereador Dudu Borges (PT) sugeriu a inclusão de uma emenda modificativa, capaz de incluir os servidores que ficaram de fora do benefício.

“Eu quero acreditar que pode ter tido algum equívoco no envio da mensagem. Eu acredito que a gente vai fazer essa discussão aqui nas comissões. Teremos reuniões com a Prefeitura, trabalhadores, para que a gente possa ter um entendimento e emendar essa mensagem”, pontuou.

A Câmara tem até a próxima semana para a aprovação da matéria, que passará a valer a partir do mês de maio.


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