
O empresário Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador Ciro Nogueira (PP), passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus).
Segundo a pasta, o empresário se apresentou na tarde dessa quinta-feira (7) à Central de Monitoramento Eletrônico, dentro do prazo estipulado pela decisão judicial, que previa comparecimento em até 24 horas.
A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça e faz parte das ações relacionadas à quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
Além do uso da tornozeleira, Raimundo Neto deverá cumprir uma série de restrições, entre elas:
- Não manter contato com outros investigados ou testemunhas;
- Entregar o passaporte à Polícia Federal em até 48 horas;
- Permanecer na cidade onde mora, sem poder sair sem autorização judicial.
As medidas foram adotadas como forma de garantir o andamento das investigações e evitar possíveis interferências no processo.
INVESTIGAÇÃO
Raimundo Neto é apontado como um dos alvos da operação que apura um esquema de irregularidades financeiras. De acordo com a Polícia Federal, ele teria ligação com a empresa CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., que, segundo as investigações, poderia ter sido utilizada como um mecanismo para repasse dissimulado de vantagens financeiras ao senador Ciro Nogueira.
Levantamento junto à Receita Federal indica que o empresário possui participação em pelo menos 17 empresas.
A decisão judicial autorizou, ainda, o bloqueio de bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões.
A operação segue em andamento, sob supervisão do STF, com desdobramentos que também envolvem outros investigados.
NOTA CIRO NOGUEIRA
A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.
Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.
Antônio Carlos de Almeida Castro – Kakay
Roberta Castro Queiroz
Marcelo Turbay
Liliane de Carvalho
Álvaro Chaves
Ananda França
Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados
ASSESSORIA JURÍDICA
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