Jovens agricultores se uniram para recuperar áreas da caatinga destruídas pelo fogo em Sussuapara (PI) e Cabeceiras (PB). Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que, entre 1985 e 2023, a Caatinga perdeu cerca de 8,6 milhões de hectares.
Entre as medidas adotadas estão a criação de um sistema de monitoramento para acompanhar a fauna que vive em uma área ainda preservada da Caatinga e a instalação de bebedouros para atrair animais em busca de água. O estudante Edilberto Júnior tem feito a diferença na cidade de Sussuapara com o replantio.

“Aqui eu planto mudas de jatobá, espécie nativa da Caatinga, próximas de gravetos que possam protegê-las da chuva, do sol e dos animais que transitam pela região. A maior parte dessas mudas eu produzo a partir da coleta de sementes, e outras recebo de amigos de outros estados”, detalhou.
Para o pesquisador e doutor em botânica Izar Aximoff, a iniciativa é fundamental para a manutenção do bioma, especialmente por ser desenvolvida por estudantes.

“Apenas 2% da Caatinga está protegida em unidades de conservação, e mais de 50% do bioma já foi perdido. Conseguimos registrar mais de 20 espécies de mamíferos. Essa foi a segunda maior quantidade de espécies registrada por uma pesquisa, principalmente por um jovem ainda em idade escolar”, explicou.
Em Cabaceiras, o agricultor e ambientalista Breno Farias também desenvolveu estratégias para a preservação da Caatinga, bioma que existe apenas no Brasil. Ele transformou o sítio da família em uma agrofloresta.
“Nós vivemos em um dos núcleos de desertificação do estado da Paraíba. Eu sempre digo que nosso sítio virou um oásis no meio do deserto. Aqui, os animais encontram refúgio, abrigo e tranquilidade”, afirmou.

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