
Uma assembleia de trabalhadores do transporte coletivo decidiu, na manhã desta sexta-feira (22) pela deflagração de uma greve geral a partir da próxima segunda-feira (25). A paralisação foi aprovada após impasse nas negociações salariais com as empresas do setor.
De acordo com informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário do Piauí (Sintetro), a categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial de 4,11%. A exigência é um aumento de 7%.
Em contrapartida, alguns pontos foram aceitos durante a negociação. Entre os itens aprovados pelos trabalhadores estão o aumento no valor do ticket alimentação, que passará de R$ 650 para R$ 800, e o reajuste no auxílio saúde, que sobe de R$ 125 para R$ 150.
“A assembleia recusou a proposta que eles [Setut] colocaram. Então, a partir de 00h de segunda-feira, a categoria vai estar de braços cruzados”, disse o presidente do Sintetro, Francisco Cardoso.
Mesmo com esses avanços, a principal reivindicação, relacionada aos salários, não foi atendida, o que levou à decisão pela paralisação. Segundo o sindicato, a categoria se mantém mobilizada e unida.
Uma nova assembleia deve ser realizada na tarde desta sexta-feira. O sindicato afirma que permanece aberto ao diálogo e que uma nova proposta pode evitar a greve.
Caso não haja acordo, a paralisação geral está mantida para a próxima segunda-feira (25).
O Portal ClubeNews tentou contato com a Superintendência de Transportes e Trânsito de Teresina (Strans) para obter esclarecimentos quanto às medidas adotadas pela Prefeitura para minimizar o impacto à população, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Três audiências de conciliação sem acordo
Ao longo desta semana, três audiências de conciliação foram realizadas na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre a Prefeitura de Teresina, o Sintetro e o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut). Os encontros encerraram sem um consenso.
Na manhã desta sexta-feira, o prefeito de Teresina, Silvio Mendes, sinalizou ao presidente do TRT, Tércio Torres, que está disposto a aumentar em 5,35% o valor do subsídio mensal pago às empresas de ônibus, a fim de evitar uma greve dos motoristas e cobradores.
No entanto, o entrave permanece em torno do reajuste salarial reivindicado pelos trabalhadores.
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