
A terceira reunião de negociação sobre o transporte público de Teresina, realizada nesta quinta-feira (21), terminou, mais uma vez, sem acordo. O encontro aconteceu na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22) e reuniu representantes da Prefeitura, do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro).
Esta foi a terceira reunião entre representantes dos trabalhadores, das empresas e do poder público sem consenso. Uma nova audiência foi marcada para esta sexta-feira (22), às 9h, no mesmo local. Segundo o presidente do Sintetro, Francisco Cardoso, a proposta apresentada pelo Setut não atende às reivindicações da categoria.
“Não houve um entendimento por parte dos sindicatos porque o que eles ofertaram para a categoria é muito pouco, muito pouco mesmo. Então, amanhã nós vamos ver o que a categoria entende, de fato, sobre essa proposta”, explicou.
Diante do impasse, o Sintetro marcou uma assembleia geral para esta sexta-feira. A reunião acontecerá das 8h30 às 9h e das 15h às 15h30.
Impasse gira em torno de salários e subsídio
As negociações vêm se arrastando desde o início de maio, quando motoristas e cobradores rejeitaram propostas das empresas e aprovaram indicativo de greve em assembleia realizada no dia 13. A categoria reivindica reajuste salarial de 7%, percentual que já havia sido aceito pelos trabalhadores durante as rodadas de negociação.
O principal entrave, no entanto, está na posição dos empresários, que condicionam o aumento salarial à elevação do subsídio repassado pela Prefeitura. Atualmente fixado em R$ 6 milhões mensais, o valor é considerado insuficiente pelas empresas para cobrir os custos do sistema.
Conflito afetou funcionamento do sistema
A crise no transporte coletivo se intensificou ao longo da semana. Na segunda-feira (18), motoristas e cobradores chegaram a paralisar parcialmente as atividades por duas horas, estacionando ônibus em pontos estratégicos, como a Avenida Areolino de Abreu, no Centro de Teresina.
A medida levou à intervenção da Justiça do Trabalho, que determinou a manutenção de 100% da frota nos horários de pico e 80% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Paralelamente, a Prefeitura anunciou sanções administrativas aos motoristas que descumprissem as regras, incluindo multas e suspensão da CNH.
No dia seguinte, terça-feira (19), a categoria decidiu suspender temporariamente o movimento após audiência de conciliação no TRT-22, abrindo espaço para novas negociações.
Proposta do MPT
Na quarta-feira (20), uma segunda rodada de negociação terminou sem consenso, mesmo com a presença da Prefeitura. Na ocasião, o Ministério Público do Trabalho apresentou uma proposta intermediária, sugerindo reajuste de 7% no subsídio público.
A proposta segue em discussão entre as partes. Uma nova reunião foi marcada para esta sexta-feira (22), às 9h, no TRT-22.
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