16 de agosto de 2026

IBGE: Piauí registra queda inédita na informalidade, mas segue com alto desemprego e baixa renda

Taxa de informalidade cai pela primeira vez abaixo de 50%, mas apesar da redução do estado é o quinto maior do país.

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Foto: IBGE / divulgação

A taxa de informalidade no mercado de trabalho do Piauí caiu para 49,5% no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (13). É a primeira vez que o índice fica abaixo dos 50% desde o início da série histórica, em 2012.

Apesar da redução, o estado ainda figura entre os piores indicadores do país. O Piauí tem a quinta maior taxa de informalidade, a quarta maior taxa de desocupação e o segundo menor rendimento médio do Brasil, o que mostra que os avanços convivem com desafios estruturais no mercado de trabalho.

INFORMALIDADE

O estado só fica atrás de Maranhão (56,9%), Pará (55,9%), Amazonas (51,7%) e Bahia (50,7%). A média nacional foi de 37,4%, com Santa Catarina registrando o menor índice (25,4%).

Desde o quarto trimestre de 2020, quando a informalidade no Piauí chegou a 59,3%, o indicador vem apresentando queda contínua.

DESEMPREGO

A taxa de desocupação permaneceu estável em 8,3%, mas continua sendo a quarta maior do Brasil. O índice só não supera os registrados no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%) e Pernambuco (8,3%).

No país, a taxa foi de 5,4%, a segunda menor da série histórica, ficando acima apenas do quarto trimestre de 2025 (5,1%).

TERESINA

Em Teresina, o desemprego ficou em 7,1%, praticamente estável em relação ao trimestre anterior. Entre as capitais do Nordeste, a capital piauiense tem a terceira menor taxa, atrás apenas de João Pessoa (5,5%) e Natal (6,3%). No ranking nacional, porém, aparece com a décima maior taxa.

SUBOCUPAÇÃO

No Piauí, houve uma redução no número de pessoas que trabalham menos de 40 horas semanais — de 184 mil para 148 mil no segundo trimestre de 2026, uma queda de 19,1%. Porém, mesmo com essa melhora, o estado continua com a maior proporção de subocupados do país, representando 11,1% dos ocupados, contra 3,95% da média nacional. Isso reflete a dificuldade de acesso a empregos de jornada completa e está diretamente ligada à baixa renda média dos trabalhadores.

RENDA

O rendimento médio do trabalho no estado foi de R$ 2.547, aumento de apenas R$ 10 em um ano. O valor é o segundo menor do Brasil, acima apenas do Maranhão (R$ 2.284).

No comparativo nacional, o Distrito Federal lidera com R$ 6.171, seguido por São Paulo (R$ 4.447).

Os dados revelam que, embora o Piauí tenha alcançado uma marca histórica ao reduzir a informalidade para menos de 50%, o estado ainda enfrenta grandes desafios. Altas taxas de desemprego, liderança negativa em subocupação e baixa renda média reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas para geração de empregos formais e valorização da renda do trabalhador.


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