O aumento dos casos de doenças respiratórias na capital reforça a necessidade de cuidados, principalmente entre crianças e outros grupos mais vulneráveis. Entre janeiro e abril de 2026, foram registrados 7.001 casos de síndrome gripal, contra 4.931 no mesmo período de 2025. Já os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) passaram de 328, entre janeiro e maio de 2025, para 345 no mesmo período de 2026.
O período de maior atenção costuma ocorrer em março e abril, quando o tempo seco e a baixa umidade podem contribuir para o agravamento de problemas respiratórios.
A pneumonia pode evoluir para quadros graves, especialmente quando compromete a respiração ou provoca outras complicações. Foi o que ocorreu com Henrique. O primeiro episódio aconteceu quando ele ainda era bebê, e a criança precisou ser internada. No ano seguinte, voltou a adoecer durante o mesmo período, desta vez com complicações que exigiram novo acompanhamento hospitalar.
“Henrique, com 11 meses, teve um quadro de pneumonia grave, com baixa saturação. Com 83% de saturação, precisou ser internado. No ano seguinte, na mesma época, entre março e abril, o quadro foi ainda um pouco mais grave, com distensão abdominal. Ele teve líquido na pleura e já apresentava um grau de sepse”, relata a mãe, Renata Cury.
A prevenção é uma das principais formas de reduzir a circulação de infecções respiratórias e evitar complicações. Entre as recomendações estão lavar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e manter a vacinação em dia, especialmente contra a influenza.
Também é importante procurar atendimento médico diante do agravamento dos sintomas ou de sinais como dificuldade para respirar, baixa saturação, febre persistente e cansaço intenso. Essas situações exigem avaliação profissional.
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