
O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) acompanham a investigação de um caso provável de Febre do Nilo Ocidental em uma mulher de 35 anos residente no município de Canavieira, na região Sul do estado. A paciente chegou a ser internada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, mas já recebeu alta médica.
De acordo com a Sesapi, um exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), apresentou resultado reagente para a doença. Apesar disso, a confirmação definitiva ainda depende de um teste de neutralização, considerado essencial para validar o diagnóstico.
A Febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida por mosquitos infectados. Assim como dengue, zika, chikungunya e febre amarela, ela é causada por um arbovírus. A infecção pode ser assintomática, mas também pode provocar febre, dores musculares, dor de cabeça, dor nos olhos, náuseas, vômitos e perda de apetite.
A investigação no Piauí ocorre em meio ao registro de novos casos da doença em outras regiões do país. Nessa segunda-feira (24), uma mulher de 77 anos morreu em Imbituba, em Santa Catarina, após complicações relacionadas à enfermidade. Além desse caso, outro foi confirmado no estado catarinense, e dois casos já haviam sido registrados em São Paulo.
Segundo as autoridades de saúde, a transmissão acontece principalmente por meio da picada de mosquitos infectados pelo vírus. No Piauí, a Sesapi informou que mantém articulação com a Secretaria Municipal de Saúde de Canavieira para identificar a possível origem da infecção e monitorar a situação no município.
Ainda de acordo com a Sesapi, o primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental identificado no estado foi registrado em 2014, no município de Aroeiras do Itaim.
Ministério da Saúde acompanha investigação
Em nota, o Ministério da Saúde informou que segue monitorando casos e possíveis áreas de circulação do vírus em conjunto com estados e municípios.
A pasta acrescentou que está oferecendo suporte técnico às equipes estaduais e elaborando novas orientações para fortalecer a vigilância da doença.
O ministério também destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza atendimento, exames diagnósticos e tratamento para pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado da doença.
Primeiro registro no Piauí ocorreu em 2014
A Sesapi informou que o primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental identificado no estado foi registrado em 2014, no município de Aroeiras do Itaim.
Em nota, a secretaria detalhou que a paciente investigada atualmente é moradora de Canavieira e que o resultado laboratorial ainda aguarda confirmação.
Confira a nota do Ministério da Saúde:
O Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e possíveis áreas de transmissão da Febre do Nilo Ocidental. Em 2026, foram confirmados dois casos em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí. Em Santa Catarina, um dos casos evoluiu para óbito, ainda sob investigação como causa base.
A pasta acompanha as investigações, presta apoio técnico aos estados e prepara nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância da doença no país.
O SUS oferece atendimento, diagnóstico e tratamento aos casos suspeitos ou confirmados. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais e o tratamento depende da gravidade. Os principais sintomas são febre de início abrupto, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Pessoas com sintomas devem procurar um serviço de saúde.
Confira a nota da Sesapi
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informa que está investigando um caso provável de Febre do Nilo Ocidental no estado. A paciente é uma mulher de 35 anos, residente no município de Canavieiras. Exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), apresentou resultado reagente para Febre do Nilo Ocidental, no entanto, o caso ainda está em investigação e a confirmação depende do resultado do teste de neutralização. A paciente esteve internada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, onde recebeu os cuidados necessários e já teve alta.
A Sesapi mantém contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Canavieira para acompanhamento e investigação de possível foco de transmissão. As equipes de vigilância estão orientadas a identificar a ocorrência de animais mortos, especialmente aves, e monitorar a possível presença de outras pessoas com sintomas semelhantes.
O primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental registrado no Piauí ocorreu em 2014, no município de Aroeiras do Itaim.
A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, transmitido por mosquitos. A doença pode apresentar diferentes manifestações clínicas, desde quadros leves, com febre passageira, astenia e/ou mialgia, até formas mais graves, classificadas como doenças neuroinvasivas, que podem comprometer o sistema nervoso central ou periférico.
A transmissão ocorre principalmente por meio da picada de mosquitos infectados, que adquirem o vírus ao realizar o repasto sanguíneo em aves infectadas durante o período de viremia.
A Sesapi reforça a importância da atuação integrada entre os serviços de saúde e a população para a identificação de possíveis casos e de situações que possam indicar a circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser comunicados às autoridades de saúde para investigação e acompanhamento.
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