O presidente do Instituto IGEDUC, Tito Sales, afirmou nesta segunda-feira (31) que a tentativa de fraude no concurso da Prefeitura de Altos foi frustrada e que o candidato não conseguiu concluir a ação.
Segundo o presidente do instituto, responsável pelo certame, o suspeito, preso em flagrante durante a aplicação das provas no último sábado (29), não teve êxito na tentativa.

“Nós conseguimos impedi-lo de realizar essa ação. Então o combate, a tentativa de fraude, foi 100% efetivo e o candidato não teve êxito na tentativa dele”, comentou.
Tito Sales ressaltou a parceria com a Polícia Civil no combate à tentativa de fraude e reforçou que a instituição adota protocolos de segurança para assegurar a integridade do certame.
“Desde o dia 17 de agosto, o nosso instituto tem mantido contato recorrentemente com a Polícia Civil. O nosso instituto tem adotado práticas muito seguras para garantir que os participantes realmente sejam avaliados pelos seus conhecimentos”, afirmou.
A banca organizadora informou que o cronograma do concurso está mantido.
ENTENDA O CASO
Francisco Carlos Alcântara Santiago, de 62 anos, foi preso em flagrante, no sábado (29), suspeito de tentar fraudar o concurso público da Prefeitura de Altos.
Segundo a Polícia Civil, os fiscais perceberam divergências entre o nome apresentado nos documentos oficiais e o registrado no cartão de inscrição. A situação levantou suspeitas de uma possível tentativa de fraude envolvendo outro participante do certame.
As investigações apontam que o suspeito teria acrescentado a letra “V” ao próprio nome no momento da inscrição. A mesma alteração também teria sido feita no cadastro de uma candidata que, conforme a apuração, seria beneficiada pelo esquema.
De acordo com a polícia, a estratégia permitiria que os dois candidatos realizassem a prova na mesma sala.
Conforme o Ministério Público do Piauí, foram apreendidos com o investigado pequenos papéis com numerações de 1 a 50 e anotações que podem corresponder ao gabarito da prova. Os materiais serão analisados pelas autoridades.
Além dos papéis, os agentes recolheram cartões de inscrição com informações divergentes e uma caneta adaptada com fita adesiva, que também passarão por perícia.
A defesa pediu liberdade provisória e a aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão, alegando que o suspeito possui residência fixa e não tem condenação criminal transitada em julgado. O pedido, porém, foi negado pela Justiça.
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