11 de setembro de 2026

Polícia investiga ameaças à filha de 2 anos de prefeito após áudio dizer que ela poderia ficar "sequelada"

Polícia Civil apura mensagens e áudios compartilhados em grupo de comunicação que também continham informações sobre a rotina da filha do prefeito de Parnaíba

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Delegacia de Polícia Civil de Parnaíba (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Piauí investiga mensagens e áudios compartilhados em um grupo de comunicação que fazem referência à rotina da filha do prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel. Entre os conteúdos analisados está um áudio em que um dos investigados teria mencionado a possibilidade de a criança, de apenas dois anos, ficar “sequelada”, informação confirmada pelo delegado seccional de Parnaíba, Ayslan Magalhães.

O caso veio à tona após a Justiça conceder uma medida protetiva de natureza cível em favor da criança. Segundo a decisão, as pessoas alcançadas pela medida estão proibidas de seguir, vigiar, monitorar ou acompanhar a menina, sua rotina ou seus deslocamentos.

De acordo com a Polícia Civil, a medida judicial possui caráter exclusivamente cível e não representa, por si só, o reconhecimento da prática de crime. Paralelamente, porém, tramita um procedimento policial para apurar a possível ocorrência de crimes relacionados ao caso.

Prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel. (Foto: Jonas Carvalho)

Segundo o delegado Ayslan Magalhães, a investigação teve origem, entre outros elementos, em mensagens e áudios divulgados em um grupo composto por centenas de participantes, nos quais três investigados teriam demonstrado interesse em informações relacionadas à vida da criança.

Entre os materiais analisados pelos investigadores está um áudio em que um dos participantes faz referência à possibilidade de a menina ficar “sequelada”. Conforme a Polícia Civil, o contexto da declaração, sua autoria, alcance e eventual relevância jurídico-penal ainda estão sendo apurados.

A Justiça também determinou que os alvos da medida não obtenham informações sobre a criança por meio de terceiros nem frequentem locais regularmente frequentados por ela. Além disso, a unidade escolar recebeu orientação para que servidores e colaboradores não repassem dados relacionados à rotina da aluna.

A Delegacia Seccional de Parnaíba informou que tanto o processo judicial quanto a investigação criminal tramitam sob sigilo, em razão da necessidade de preservar a identidade da criança e garantir o andamento das diligências.

A Polícia Civil informou ainda que o caso seguirá sendo apurado com foco na proteção integral da menor e no esclarecimento dos fatos.

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