O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, explicou a decisão do Governo Federal em reajustar o valor do programa Bolsa Família em 15,04%. O anúncio da medida aconteceu na quinta-feira (17), pelo presidente Lula (PT).
A medida contempla os beneficiários que recebem o valor mínimo de R$ 600, que vai passar a ser R$ 691. O pagamento do dinheiro atualizado está previsto para a parcela do mês de outubro.
Em entrevista à imprensa, na manhã desta sexta-feira (18), durante visita a obras na zona Sul de Teresina (PI), Wellington Dias explicou que o reajuste já estava previsto há cerca de dois anos, quando a Câmara dos Deputados aprovou um dispositivo que permitia o aumento.
“O reajuste levou em conta a lei que criou o novo Bolsa Família, em junho de 2023. Aquela lei já previa que dois anos depois estaria o presidente da república autorizado a fazer o reajuste agora em 2026. O presidente queria dar esse reajuste há muito tempo”, explicou.
Segundo Wellington Dias, o reajuste não foi realizado anteriormente por falta de espaço no Orçamento da União. O reajuste foi incluído na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 e enviado ao Legislativo para a aprovação.
O Governo deverá iniciar a liberação do benefício atualizado no dia 19 de outubro, data que antecede o segundo turno das eleições, caso aconteça. O impacto financeiro estimado pelo Ministério do Planejamento é de R$ 5,8 bilhões.
A situação gerou críticas de opositores, que recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar barrar os efeitos da medida até que haja a posse dos eleitos nas eleições de 2026.
Em resposta, o ministro garantiu que a medida é legal. “Eu lamento que traga para esse campo. É uma lei aprovada pelos próprios parlamentares, que estão recorrendo. É uma lei aprovada pela Câmara e pelo Senado. Foi essa lei que garante a autorização”, completou.
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