Catadores de material reciclável bloquearam, nesta terça-feira (9), a entrada de caminhões de capina no aterro sanitário de Teresina, localizado no bairro Santo Antônio, zona Sul da capital. Durante o protesto contra o fechamento parcial do aterro, materiais foram incendiados, gerando intensa fumaça no local
Eles se manifestam pela manutenção das atividades no local, já que o prefeito Silvio Mendes (União Brasil) indicou que os veículos de coleta domiciliar serão transferidos para aterros privados. Apenas o material proveniente de capina e varrição será depositado no aterro de Teresina. Atualmente, o aterro funciona normalmente.
Antonio Cipriano trabalha com a coleta de material reciclável no aterro sanitário de Teresina desde 1995. Ele afirma que teme ficar sem recursos financeiros para sustentar a família. Antônio comenta que o sentimento compartilhado por ele se estende às demais famílias que sobrevivem a partir da coleta no local.
“Disseram que os caminhões da coleta domiciliar não vai entrar mais, só os carros da capina. Se for só os carros da capina, não tem como a gente catar porque não vem mais material, só vem capina e mato. A gente quer uma solução porque se for mudar o lixo para outro lugar, que é privado, em Nazária e Altos, a gente, catador, vai ficar como? De onde vamos tirar o nosso sustento?”, comenta Cipriano.
Cipriano destaca que os catadores buscam por uma solução para não ficarem sem trabalho. “Até agora não ofereceram nada para nós, se vão dar emprego. A gente quer saber essa solução”
Equipes da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas estiveram no local para discutir a situação dos trabalhadores. A Guarda Municipal também esteve no local.
Miranda Neto, coordenador Municipal de Direitos Humanos, da Semcaspi, comentou que a gestão já observou que um grupo impede os demais trabalhadores. O aterro está em funcionamento.
“Estão impedindo os carros de entrarem, e está liberado trabalharem. Tudo isso será dialogado. A questão ambiental do aterro já é um processo que vem ao longo do tempo”.
“Alguns tratadores já vão voltar a passar pelo local porque ocorreu uma mudança. “A gente não está entendendo. De forma nenhuma a prefeitura de Teresina, tem interesse de prejudicar qualquer um deles; pelo contrário, as cooperativas são louváveis. O aterro vai ter eles como parceiros”, diz Neto.
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