19 de fevereiro de 2026

Corpo de jovem encontrada morta no DF será sepultado em Parnaguá no Piauí

Ane Caroline, de 23 anos, foi achada sem vida na casa onde morava com o companheiro

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Piauiense Ane Caroline morreu no Distrito Federal. (Foto: reprodução / arquivo pessoal)

O corpo de Ane Caroline Alves Loseiro Lopes, de 23 anos, será sepultado nesta quinta-feira (19) em Parnaguá, no Sul do Piauí, onde a jovem nasceu e vivia com a família antes de se mudar para o Distrito Federal. Ane, conhecida como Pandora entre amigos e parentes, foi encontrada morta na madrugada de terça-feira (17) na residência onde morava com o companheiro em Recanto das Emas (DF).

Segundo familiares, o companheiro da jovem, Max Luan Vargas Silva, de 33 anos, ligou para a mãe de Ane por chamada de vídeo e mostrou a filha desacordada no chão da casa.

A mãe, que estava no Piauí, acionou dois parentes que vivem no Distrito Federal. Ao chegarem ao imóvel, os dois encontraram a jovem já sem vida, com marcas nos braços e nas pernas. A causa da morte permanece sob investigação.

O corpo foi enviado ao Piauí na tarde dessa quarta-feira (18) e deve chegar ao município após cerca de 12 horas de viagem, segundo informou Adeilton Silva, tio da jovem. Ele relatou que a mãe de Ane precisou receber atendimento médico após ver a filha durante a chamada de vídeo e passar mal.

“Ela ficou muito abalada e chegou a ser levada ao hospital. Só depois que estava medicada é que recebeu a confirmação da morte”, contou Adeilton.

A morte repentina de Ane Caroline deixou a família profundamente consternada. O tio descreveu a jovem como tranquila, brincalhona e muito próxima de todos.

“Ela era muito querida, se dava bem com toda a família e era muito ligada ao irmão mais novo. Era alegre, tinha comportamento de menina, brincava, pegava a moto como se fosse bicicleta. A família inteira está sem condições de conversar”, disse ele.

Ane havia se mudado para o Distrito Federal há quase dois anos, mesmo período em que iniciou o relacionamento com Max, também piauiense e caminhoneiro.

Polícia investiga o caso

Familiares e o companheiro foram à 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, para prestar depoimento. Todos foram ouvidos e liberados.

O advogado de Max afirma que ele nega qualquer agressão e que, no dia do ocorrido, teria dormido em outro cômodo da casa. Segundo a defesa, ao acordar, ele encontrou Ane caída no chão.

A polícia informou que, até o momento, não há elementos que justifiquem pedido de prisão contra o companheiro, mas as investigações continuam.


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