Cento e oitenta e seis casais celebraram a união em um casamento comunitário realizado no último domingo (24), no Parque da Cidadania, em Teresina. A ação foi promovida pela Prefeitura de Teresina em parceria com o Tribunal de Justiça do Piauí e reuniu cerca de 2 mil pessoas.
O evento oficializou matrimônios de casais que já viviam juntos ou que decidiram formalizar a relação. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Piauí é o estado com a menor taxa de casamentos do Brasil. Em 2024, o número de oficializações caiu 11,41% em comparação com 2023.
Ainda conforme os dados, muitos piauienses têm optado por casar mais tarde ou manter uma união consensual, sem registro legal. Essa modalidade já representa cerca de 40% das relações no estado.
Durante reportagem exibida pela TV Clube, um dos casais que oficializou a união contou que decidiu se casar após o marido sofrer um acidente. A medida foi tomada para garantir segurança jurídica à companheira. “Por conta do acidente dele, ele quer legalizar tudo”, relatou a entrevistada.
Especialistas destacam que a formalização da união não é apenas um ato afetivo. Além do amor, os aspectos legais também pesam na decisão, já que o casamento assegura direitos patrimoniais e familiares. Casais que vivem em união consensual podem buscar o registro para garantir proteção durante e após a relação.
“Quando você dá a oportunidade de casais que não teriam, por falta de dinheiro, de regularizar sua situação, é uma garantia patrimonial e familiar. Toda a família fica protegida pelo Judiciário através do casamento”, ressaltou a analista judicial e juíza de paz Vanessa Brandão.
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