
O prefeito de Gilbués (PI), Amiltinho (PSD), publicou uma carta aberta em homenagem ao filho, Amilton Lustosa Figueiredo Neto, um bebê que completaria seis meses na sexta-feira (12). Ele morreu na quinta-feira (11) e a causa da morte não foi revelada.
No texto publicado em suas redes sociais, Amiltinho relatou a dificuldade de assimilar o momento vivido pela família. “É difícil entender que você se foi. Parece que se eu me concentrar, consigo ouvir seus sons pela casa, sentir seu cheiro, encontrar seu olhar”, escreveu.
Em outro trecho, o prefeito afirmou que ainda esperava o momento de viver muitas experiências ao longo da vida, como andar a cavalo ou ir à roça.
“Sonhei com o dia da sua chegada, em ver você crescer, te levar pra roça, andar a cavalo, passear de moto, andar de carro… Te ensinar as coisas simples que um pai ensina a um filho, o que aprendi com meu pai”, pontuou.
Véspera dos seis meses
A primeira-dama da cidade, Antônia Naiana, também publicou um texto dedicado ao filho. A mãe relatou o momento de dor ao ter que se despedir do bebê no dia em que completaria seis meses de vida.
“Nunca passou pela minha cabeça que eu teria você por tão pouco tempo. Se alguém me dissesse que nossos dias juntos seriam apenas seis meses, eu jamais acreditaria”, contou.

Na publicação, a mãe aparece ao lado de Amilton Neto e da outra filha, Elisa. Os registros foram feitos com uma temática alusiva a um programa de televisão sobre culinária.
“E gosto de pensar que você continua olhando por nós, lá do céu, com o mesmo amor que despertou em nossa família. Feliz 6 meses, meu filho. Você sempre será a nossa maior receita de amor”, completou.
Leia a carta do prefeito Amiltinho:
Meu filho, nossos dias não estão sendo fáceis, é muito doloroso para todos nós.
É difícil entender que você se foi. Parece que se eu me concentrar, consigo ouvir seus sons pela casa, sentir seu cheiro, encontrar seu olhar. Existem dores que não cabem em explicação, e a ausência de um filho é uma delas.
Eu sonhei tanto com você.
Sonhei com o dia da sua chegada, em ver você crescer, te levar pra roça, andar a cavalo, passear de moto, andar de carro… Te ensinar as coisas simples que um pai ensina a um filho, o que aprendi com meu pai…sonhei em viver todos aqueles momentos que, na minha cabeça, eram garantidos pela vida.
Você foi muito esperado, muito amado e muito cuidado desde antes mesmo de nascer.
Seu nome carrega afeto, memória e pertencimento: Amilton Neto, o nome do seu pai e do seu avô. Um nome que me emocionava sempre que eu falava, quando eu te chamava, porque nele eu sentia nossa história reunida em você, passado, presente e todos os sonhos que eu tinha para o seu futuro.
E existe algo que me atravessa profundamente. O dia em que eu imaginava comemorar seus seis meses de vida foi o mesmo dia em que precisei me despedir de você. A data que seria de celebração se tornou a data da ausência.
A perda de um filho não leva apenas sua presença. Leva também os aniversários que seriam vividos, as fotos que ainda seriam tiradas, as conversas que ainda aconteceriam e todos os momentos que, na minha cabeça, pareciam estar garantidos pela vida. Por isso, a saudade não é só do que foi vivido, mas também de tudo o que não tivemos tempo de viver.
E hoje, entre a dor e a fé, me apego à certeza de que você veio com uma missão que já compreendi dentro do meu coração, e que agora segue como um anjo da guarda cuidando de nós.
Mesmo com essa ausência que me atravessa esses dias, eu escolho guardar o amor.
Porque você existiu. Você foi profundamente amado em cada instante da sua vida. Você mudou tudo em mim, em nós.
Hoje a saudade é imensa, do tamanho dos sonhos que eu sonhei para você.
Mas o amor é maior.
Eu, sua mãe, suas irmãs, nossa família inteira, te amamos para sempre, meu filho.
Veja a carta do da primeira-dama Antônia Naiana:
Hoje seria o seu sexto mês de vida. As fotos já estavam prontas, pensadas com tanto carinho, imaginando mais um momento especial da sua história. Nunca passou pela minha cabeça que eu teria você por tão pouco tempo. Se alguém me dissesse que nossos dias juntos seriam apenas seis meses, eu jamais acreditaria.
Mas, mesmo em tão pouco tempo, você nos ensinou o maior amor que já conhecemos. Seu sorriso, seu olhar, seus gestos e cada instante ao seu lado transformaram para sempre as nossas vidas. Nesta bagunça divertida de Master Chef, ao lado da sua irmãzinha Elisa, está registrada uma felicidade que será eterna em nossos corações.
Hoje, em vez de celebrar seus seis meses em meus braços, celebro o privilégio de ter sido sua mãe. A dor da sua ausência é imensa e sei que jamais encontrarei verdadeiro consolo para a saudade que carrego. Ainda assim, meu coração encontra abrigo na certeza de que você está nos braços de Deus, em um lugar onde não existe dor, nem lágrimas, nem sofrimento. E gosto de pensar que você continua olhando por nós, lá do céu, com o mesmo amor que despertou em nossa família.
Feliz 6 meses, meu filho. Você sempre será a nossa maior receita de amor.
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