8 de julho de 2026

Servidor é preso por cobrar dinheiro para não expor presidente de Câmara no Piauí

Ele teria cobrado R$ 20 mil nas cobranças feitas por meio de mensagens do WhatsApp.

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Delegacia de Polícia Civil de Campo Maior (foto: Polícia Civil)

O servidor público estadual Sérgio Pereira Silva, de 64 anos, foi preso preventivamente em Campo Maior, no Norte do Piauí, suspeito de extorquir um servidor municipal ao exigir cerca de R$ 20 mil para não divulgar informações relacionadas ao presidente da Câmara Municipal, Wellington Sena (Republicanos).

A prisão foi efetuada na segunda-feira (6) pela Polícia Civil após investigações que tiveram início a partir de uma denúncia sobre supostas cobranças feitas por meio de mensagens enviadas pelo WhatsApp.

De acordo com o delegado Herdeson Bernardo, a vítima relatou que vinha recebendo pedidos de dinheiro em troca da não divulgação de informações envolvendo o chefe do Legislativo municipal. A partir da denúncia, a Polícia Civil iniciou diligências e solicitou medidas judiciais para aprofundar a apuração.

Durante as investigações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do suspeito. Celulares e computadores recolhidos no local passaram por perícia. Segundo a polícia, a análise do material encontrou indícios de que o investigado estaria exigindo vantagem financeira para manter em sigilo documentos e informações relacionadas a um integrante da Câmara Municipal.

“A análise do material mostrou indícios de que o investigado fazia ameaças contra um membro do poder público, mais especificamente da Câmara Municipal, exigindo dinheiro para não divulgar documentos”, disse Herdeson Bernard.

Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva, Sérgio Pereira foi encaminhado para a Delegacia Regional de Campo Maior, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou ainda que o servidor já havia sido investigado anteriormente em outro procedimento, que apurava supostos crimes contra a honra do prefeito de Campo Maior, João Félix. No entanto, segundo a autoridade policial, aquele caso não possui relação com a investigação que resultou na prisão desta semana.

Em nota, a defesa de Sérgio Pereira afirmou que as acusações ainda estão sendo apuradas e destacou que o servidor não possui condenação.

Os advogados alegam que ele passou a ser alvo de medidas consideradas desproporcionais após denunciar supostas irregularidades envolvendo a Prefeitura de Campo Maior e a Câmara Municipal. A defesa informou ainda que adotará as medidas judiciais cabíveis para contestar as acusações e reafirmou confiança no andamento do processo.

O parlamentar foi procurado para comentar o caso, mas ainda não havia sido localizado até a publicação desta reportagem.

Confira a nota:

A Assessoria Jurídica e de Comunicação informa que a prisão ocorrida em 06 de julho de 2026 decorre de uma investigação em andamento e não representa condenação, permanecendo íntegros os direitos constitucionais à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa.

A defesa sustenta que, após o Sr. Sérgio Pereira apresentar aos órgãos competentes documentos e informações sobre possíveis irregularidades envolvendo a administração pública municipal e a Câmara de Vereadores, passou a ser alvo de medidas que entende serem desproporcionais. Todos esses fatos serão submetidos ao devido exame no processo judicial.

A defesa adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para demonstrar a legalidade de sua atuação e reafirma sua confiança na atuação imparcial do Poder Judiciário, convicta de que a verdade dos fatos prevalecerá sobre quaisquer versões ou julgamentos precipitados.

Por fim, conclamamos a população e os meios de comunicação a respeitarem o devido processo legal, evitando conclusões antecipadas. Em um Estado Democrático de Direito, a responsabilidade somente pode ser afirmada após decisão judicial definitiva, fundada em provas produzidas sob o crivo do contraditório.


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