Em 1994 foi criada a Casa da Cultura de Teresina, espaço que preservava a memória da cidade com acervo de museologia, exposições artísticas, festivais culturais, cursos e oficinas. Após 28 anos de funcionamento, encerrou as atividades em 2022.
O casarão do século XIX, tombado em 1986 e localizado ao lado da Praça Saraiva, já foi residência do Barão de Gurguéia e serviu como colégio, quartel, enfermaria, casa episcopal e seminário. Atualmente, o imóvel é propriedade da Arquidiocese de Teresina e, desde 2022, está em desuso.
O casarão construido no seculo XIX, já foi a residência do Barão de Gurgueia — Foto: Reprodução
Segundo a arquiteta e urbanista Patrícia Mendes, o fechamento da Casa da Cultura impactou não apenas o prédio, mas também o entorno.
“A partir do momento em que se deixa de ter essa casa de cultura, se perde vários pontos importantes em volta desse local. Inclusive da Praça Saraiva”, afirmou.
O espaço já abrigou salas de dança, auditório, palco ao ar livre e corredores que funcionavam como galerias. Foi palco de efervescência cultural e acolheu artistas e eventos diversos.
Durante a sua atuação, a Casa da Cultura foi palco de espetáculos, festivais e exposições artisticas — Foto: Reprodução
O diretor da companhia Piauhy Estúdio de Artes, Adriano Abreu, lembra que o grupo ocupava o local até receber a notícia de uma reforma que nunca aconteceu.
“Nos chamaram e disseram que iam fechar a casa pra reforma. A casa foi definitivamente fechada e nunca mais abriram”, disse.
O assessor jurídico da Arquidiocese, Atomar Gonçalves, informou que a instituição busca apoio junto a órgãos públicos para revitalizar o espaço.
“A Arquidiocese está se movimentando para angariar recursos para revitalizar a casa. Esse patrimônio pertence à Arquidiocese na formalidade, mas é do povo piauiense”, declarou.
Fachada da Casa da Cultura — Foto: Reprodução
Em nota, a Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves afirmou que mantém tratativas com a Arquidiocese para recuperar o casarão. O contrato foi encerrado na gestão passada e o acervo foi transferido para a Casa da Dona Carlotinha, na Praça João Luís Ferreira.