24 de junho de 2026

Homem que matou piauiense após vítima entrar em área dominada por facção, em Fortaleza, é condenado

A vítima seguia m para um hotel quando o GPS os guiou a uma rua sem saída na Comunidade do Oitão Preto. O veículo foi atingido por mais de 20 disparos.

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Turista morto por facção criminosa no Ceará — Foto: Reprodução

Um homem identificado como Francisco Kauã foi condenado a 35 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato de Aldete Rogério Saldanha, de 58 anos, que morava em Teresina e era representante de vendas. Ele morreu durante uma viagem de passeio em Fortaleza (CE). A vítima entrou por engano em uma área dominada por facções criminosas na Comunidade do Oitão Preto, no bairro Moura Brasil e foi baleada.

O crime ocorreu na madrugada de 22 de agosto de 2024. Aldete e dois amigos seguiam em uma caminhonete orientados pelo GPS quando entraram na comunidade. O veículo foi atingido por mais de 20 disparos. As vítimas portavam R$ 8 mil em espécie, que foram roubados.

Nessa terça-feira (23), os acusados Francisco Kauã Lobato da Silva, conhecido como “Cachorrinho”, e Igor Victor da Silva Fernandes, o “Igor Café”, foram submetidos a júri popular.

Francisco Kauã foi condenado por homicídio, dupla tentativa de homicídio e por integrar organização criminosa. A pena aplicada foi de 35 anos de prisão, além de indenização de R$ 40.500 à família de Aldete e R$ 10 mil a cada sobrevivente. Já Igor Victor foi absolvido das acusações de homicídio e tentativa de homicídio, mas recebeu pena de 6 anos e 4 meses por participação em organização criminosa. Ele poderá recorrer em liberdade.

Ambos foram absolvidos da acusação de roubo, apesar do relato sobre o desaparecimento do dinheiro.

Um dos sobreviventes, Antônio Damilton, contou que o grupo estava em Fortaleza para participar de uma feira automotiva e se dirigia a um hotel de luxo na Avenida Presidente Castelo Branco quando o GPS indicou a rota pela comunidade.

“Logo na entrada começaram a jogar várias pedras no carro. Como a gente não conhecia, acelerou para tentar sair dali, aí mais à frente tinha uma barricada na via, que conseguimos passar, mas acabamos em uma rua sem saída. Foi o momento que os criminosos atiraram mais de 20 vezes no veículo”, disse Antônio Damilton.

Damilton e João Paulo foram os únicos sobreviventes. Eles conseguiram sair da caminhonete e se esconder nas ruas da comunidade até serem resgatados por policiais militares. Segundo os relatos, um dos disparos atingiu o rosto de Aldete, que morreu no local.

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