25 de junho de 2026

FMS cobra participação do Maranhão no custeio de atendimentos no Hospital São Marcos

O hospital alega a suspensão do pagamento mensal de R$ 3,5 milhões desde janeiro de 2026.

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A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, aguarda mudanças no contrato para manter o repasse financeiro ao Hospital São Marcos, especializado no tratamento de câncer no Piauí. O hospital alega a suspensão do pagamento mensal de R$ 3,5 milhões desde janeiro de 2026.

Em entrevista à TV Clube, Leopoldina Cipriano disse que pacientes do estado do Maranhão são atendidos pelo Hospital São Marcos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) em Teresina (PI) e, portanto, o governo maranhense deveria participar do financiamento do atendimento por meio de um acordo.

“Como o contrato do Maranhão e do Ministério não foram incorporados ao teto de Teresina e o Ministério não repassou esse valor para a Fundação Municipal de Saúde, nós tivemos que alterar o contrato em virtude disso”, disse.

A cidade de Teresina, segundo a presidente da FMS, paga cerca de 60% dos custos referentes ao tratamento ofertado pelo hospital. Já a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) oferece um aporte complementar de R$ 900 mil mensais. A repartição dos custos, de acordo com Leopoldina Cipriano, sobrecarrega a capital.

“Nós estamos pagando além do valor utilizado pelos usuários do território Entre Rios e pagando pelo restante do estado do Piauí. Não é justo que a Prefeitura Municipal de Teresina repasse mais do valor que é consumido”, destacou.

No dia 19 de junho, deputados da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e representantes da Sesapi e da FMS discutiram caminhos para solucionar o problema. No encontro, ficou acertada a realização de um novo planejamento orçamentário da Fundação, que informará o Ministério da Saúde as modificações necessárias que deverão ser feitas para que o repasse continue.

“Não é justo que a Prefeitura Municipal de Teresina repasse mais do valor que é consumido. Então, nós acordamos que só passaríamos o valor se o estado do Piauí passasse um incremento, assim como o Governo Federal e o Governo do Maranhão, que também utiliza o Hospital São Marcos”, completou Cipriano.

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