1 de julho de 2026

O que são as WAGs? conheça a origem do termo para namoradas e esposas de jogadores

Termo que surgiu com conotação pejorativa evolui e hoje reflete mulheres com carreiras e forte influência nas redes

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‘Selesposas’ posam juntas após vitória do Brasil. (Foto: reprodução)

O termo WAGs, sigla em inglês para “Wives and Girlfriends” (esposas e namoradas), ganhou popularidade ao longo dos anos para se referir às companheiras de jogadores de futebol e outros atletas profissionais. Embora hoje seja amplamente utilizado, o conceito carrega uma trajetória marcada por mudanças de significado e debates sobre identidade.

A expressão surgiu no Reino Unido no início dos anos 2000 e ganhou força durante a competição internacional de seleções de 2006, na Alemanha, quando a imprensa passou a acompanhar não apenas os atletas, mas também suas vidas pessoais, incluindo as mulheres que estavam ao seu lado. Desde então, o termo se popularizou globalmente, principalmente em períodos de grandes eventos esportivos.

WAGs se juntam para assistirem aos jogos do Brasil. (Foto: reprodução)

Entre as figuras que ajudaram a consolidar essa visibilidade está Victoria Beckham, esposa do ex-jogador David Beckham. Ela se destacou não apenas pelo relacionamento, mas por transformar a exposição midiática em oportunidades profissionais, desenvolvendo carreira como empresária e personalidade da moda.

Victoria Beckham é esposa de David Beckham e é considerada uma das primeiras WAGs do futebol. (Foto: Reprodução/Instagram)

Inicialmente, o termo WAGs era frequentemente associado a estereótipos negativos, comparáveis ao termo “maria-chuteira” no Brasil. Muitas dessas mulheres eram vistas como dependentes do sucesso dos atletas, o que gerava críticas e reduzia suas identidades a relacionamentos afetivos.

Com o passar do tempo, esse cenário começou a mudar. Atualmente, muitas das mulheres rotuladas como WAGs possuem carreiras próprias e independentes, atuando como influenciadoras digitais, empresárias, modelos, cantoras e profissionais de diversas áreas. Algumas acumulam milhões de seguidores nas redes sociais e exercem forte influência no comportamento do público.

WAGs da copa. (Foto: reprodução)

Nomes como Georgina Rodríguez (Cristiano Ronaldo), Antonela Roccuzzo (Messi) e Bruna Biancardi (Neymar) estão entre os exemplos mais conhecidos na atualidade. Cada uma delas construiu presença pública que vai além da relação com jogadores, consolidando marcas pessoais e projetos próprios.

Georgina Rodríguez (Cristiano Ronaldo), Antonela Roccuzzo (Messi) e Bruna Biancardi (Neymar). (Foto: montagem / redes sociais)

Ainda assim, o uso do termo segue gerando discussões. Algumas companheiras de atletas demonstram desconforto com a classificação, defendendo que suas identidades não devem ser resumidas a um rótulo.

Recém-formada em Medicina, Isabella Rousso, namorada de Gabriel Martinelli, repercutiu nas redes após responder a um comentário de Gabrielle Figueiredo. Ao celebrar a formatura, ela recebeu a brincadeira: “Não me chame de WAG! Me chame de médica”.

(Foto: montagem / Redes Sociais)

O episódio reflete uma mudança mais ampla no entendimento sobre o conceito. Nos dias atuais, a sigla ainda é usada socialmente e pela mídia, mas passa a conviver com um olhar mais crítico e atento à valorização individual dessas mulheres.

Em meio a esse novo contexto, cresce a percepção de que as chamadas WAGs deixaram de ser apenas figuras de bastidores para se tornarem protagonistas dentro e fora dos gramados.

Com informações do g1


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