26 de agosto de 2026

Tenente da PM-PI que morreu após teste físico seria promovido a capitão em novembro

A participação no Teste de Aptidão Física (TAF) fazia parte das etapas exigidas para a ascensão na carreira militar.

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Primeiro-tenente José Luzia da Silva, de 63 anos (Foto: PM-PI)

O primeiro-tenente José Luzia da Silva, de 63 anos, que faleceu nesta quarta-feira (26) após passar mal durante o processo de avaliação física da Polícia Militar do Piauí (PM-PI), estava prestes a alcançar uma nova patente na corporação. A promoção ao posto de capitão estava prevista para ocorrer em 19 de novembro deste ano.

A participação no Teste de Aptidão Física (TAF) fazia parte das etapas exigidas para a ascensão na carreira militar. O oficial buscava atender aos requisitos necessários para a promoção.

Com quase quatro décadas de dedicação à Polícia Militar do Piauí, José Luzia ingressou na instituição em outubro de 1986. Atualmente, ocupava a função de primeiro-tenente e atuava no Comando de Policiamento Comunitário (CPCOM), setor responsável pelo desenvolvimento de ações voltadas à aproximação entre a polícia e a comunidade, além de projetos de prevenção à violência.

Segundo informações da corporação, o militar apresentou um mal súbito após concluir uma das fases do teste físico realizado em Teresina. Equipes de socorro prestaram atendimento imediato e o encaminharam ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT).

Apesar dos esforços médicos, o oficial não resistiu e teve o óbito confirmado na unidade hospitalar.

Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte do tenente e destacou sua trajetória de serviços prestados à instituição. A corporação informou ainda que José Luzia havia sido submetido previamente aos exames exigidos para participação no TAF, sendo considerado apto para realizar as atividades físicas.

A PM ressaltou que a ocorrência de uma complicação de saúde após esforço físico, por si só, não permite concluir a causa do problema nem estabelecer uma relação direta entre o episódio e a realização do teste. As circunstâncias do caso deverão ser apuradas.

Confira a nota da PM-PI na íntegra:

A Polícia Militar do Piauí informa que, após a realização do Teste de Aptidão Física (TAF), destinado ao processo de promoção de oficiais, o 1º Tenente PM José Luzia da Silva, de 63 anos, apresentou mal-estar súbito enquanto já se encontrava em repouso, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória.

Vale ressaltar que a instituição mantém, como parte de seus procedimentos regulares de acompanhamento da saúde e da capacidade funcional de seu efetivo, avaliações periódicas de saúde e de aptidão física, destinadas à verificação das condições necessárias ao desempenho das atribuições inerentes à atividade policial militar. Essas avaliações integram a rotina funcional da Corporação e também são previstas na legislação como requisitos para os processos de promoção na carreira policial militar.

Nesse caso, o militar havia realizado a inspeção periódica de saúde, apresentado todos os exames necessários e encontrava-se regularmente apto, sob o ponto de vista médico-pericial, para a realização do TAF, sem registro de restrição vigente que contraindicasse sua participação.

Uma ambulância do Hospital da Polícia Militar (HPM), com suporte avançado de vida, equipe de saúde e médico, permanecia no local para atendimento de eventuais intercorrências. Após passar mal, o militar recebeu atendimento imediato, com início das manobras de ressuscitação cardiopulmonar e demais medidas de suporte avançado. Em seguida, foi prontamente encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde foram mantidas as medidas de ressuscitação, infelizmente sem êxito.

A Polícia Militar do Piauí lamenta profundamente o falecimento do oficial e manifesta solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de Corporação neste momento de dor. A instituição esclarece ainda que a ocorrência de um evento médico agudo após esforço físico, isoladamente, não permite estabelecer sua causa ou eventual relação com a realização do TAF, dependendo a definição da causa do óbito de elementos clínicos, hospitalares e médico-legais.

A Corporação informa, por fim, que está prestando todo o apoio necessário à família do militar, por meio do Centro de Assistência Integral à Saúde (CAIS) e do Plano de Assistência Funerária (PLANAF).

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