
O julgamento do assassinato da analista judiciária Tainah Luz Brasil Rocha, filha do jornalista Marcelo Rocha, terminou na noite da quarta-feira (09) com a absolvição de uma das acusadas e a reclassificação do crime atribuído à outra ré. A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença da 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina.
Conforme a sentença, Fernanda Maria Lobão Ayres foi absolvida. Os jurados entenderam que não ficou comprovada sua participação no crime que resultou na morte de Tainah. A decisão afasta a responsabilização criminal da acusada pelo caso julgado no Tribunal do Júri. Fernanda é a ex-namorada de Tainah.
Já em relação a Geovana Thaís Vieira da Silva, que na época do crime era a atual namorada de Tainah, o Conselho de Sentença concluiu que ela praticou o ato que resultou na morte da vítima. No entanto, os jurados reconheceram que a acusada agiu em legítima defesa de terceiros, mas excedeu de forma culposa os limites dessa defesa. Com isso, a imputação inicial de homicídio doloso qualificado foi desclassificada para homicídio culposo por excesso culposo em legítima defesa.
A sentença divulgada após mais de 12 horas de julgamento não definiu uma pena para a acusada. O Ministério Público do Piauí poderá recorrer da decisão. Caso não haja reforma do entendimento, o processo ainda poderá ter novos desdobramentos judiciais, incluindo a análise de medidas alternativas previstas na legislação penal.
O pai da vítima, o jornalista Marcelo Rocha, criticou o resultado do julgamento e afirmou que o Ministério Público não concordou com a decisão dos jurados.
“A acusada Geovana foi condenada pela morte sem intenção de matar. O Ministério Público não aceitou o resultado e vai recorrer. Nunca vi ninguém esfaquear outra pessoa sem intenção de matar. Lamentável essa justiça injusta, às vezes. Vamos aguardar o novo julgamento”, declarou.
Tainah Rocha foi morta após ser atingida por 13 golpes de faca na madrugada de 15 de maio de 2022. O crime aconteceu na residência de Fernanda, no bairro Mocambinho, zona Norte de Teresina. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
Segundo o laudo pericial, as facadas atingiram regiões como costas, coxas, antebraço, axila e tórax. À época, o Ministério Público denunciou Fernanda Ayres e Geovana Thaís por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
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