O Piauí está com 86 focos de calor e 38 focos de fogo ativos, segundo monitoramento da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Semarh), divulgado nesta quinta (10). Os focos de calor indicam a presença de fontes de calor, mas não representam, necessariamente, fogo ativo. Já os focos de fogo correspondem a ocorrências com fogo ativo.
As detecções de fogo ativo foram registradas em diversos municípios como Aroazes, Baixa Grande do Ribeiro, Barras, Barreiras do Piauí, Bertolínia, Bom Jesus, Buriti dos Montes, Colônia do Piauí, Oeiras, Corrente, Currais, Floriano, Francisco Ayres, Gilbués, Jerumenha, Lagoa Alegre, Manoel Emídio, Monte Alegre do Piauí, Nazaré do Piauí, Paulistana, Piracuruca, Ribeiro Gonçalves, Santa Filomena, Santo Inácio do Piauí, São Gonçalo do Gurguéia, São João da Serra, Sebastião Leal, Uruçuí e Valença do Piauí.
As equipes de monitoramento identificaram maior nível de criticidade operacional nos municípios de Barreiras do Piauí, Piracuruca, Francisco Ayres, Lagoa Alegre e Currais, onde os focos de fogo persistem há mais de sete dias. O acompanhamento contínuo é necessário diante do potencial de ampliação das regiões atingidas, o que aumenta os riscos e a complexidade das ações de combate.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Piauí ocupa a terceira posição no ranking nacional de queimadas nas últimas 24 horas, atrás apenas de Maranhão e Amazonas. A região Sul, especialmente o cerrado, concentra o maior número de ocorrências e áreas queimadas por hectare.

A diretora de conservação da biodiversidade da Semarh, Rafaela Gomes, destacou que o estado está em fase vermelha desde junho, o que representa situação crítica. Ela explicou que o monitoramento é constante para acionar instituições conforme o nível das ocorrências.
“A região Sul do estado, principalmente as áreas de cerrado, que concentram os municípios que além de terem maiores ocorrências de queimadas e incêndios florestais, também são as que mais registram áreas queimadas por hectares”, afirmou.
Segundo Rafaela, as ações de combate são prioridade da secretaria e, após o controle das ocorrências, é feita análise sobre a origem do fogo. Caso seja constatado que o início tenha sido criminoso, os responsáveis podem sofrer sanções legais e administrativas.
“Nós verificamos como foi o início desse foco, se verificarmos que de fato, em uma área produtiva, o produtor fez o uso de fogo sem autorização de queima controlada, as medidas de sanção, multa e embargo da área são adotadas”, disse.
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