Sentir-se cansado após um dia cheio ou uma noite mal dormida faz parte da rotina, mas a permanência desse sintoma pode indicar algo que não está bem. A fadiga pode aparecer de diferentes formas e afetar tanto o desempenho nas atividades diárias quanto a disposição para momentos de lazer e convivência. Observar quando o cansaço e como ele interfere no cotidiano ajuda a perceber quando é necessário buscar orientação.
“Uma pessoa que está com esgotamento não precisa de descanso, precisa de mudança”, afirma Vicente Gomes, médico psiquiatra.
O cansaço também pode ter causas físicas, como alterações na alimentação, deficiência de vitaminas ou outros problemas de saúde, enquanto a sobrecarga emocional pode contribuir para o desgaste mental. Por isso, a avaliação de um profissional é importante para investigar a origem do problema. Dependendo de cada caso, o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, aliado à prática de atividades físicas e a outros cuidados, pode fazer parte do processo.
A prevenção começa com atenção aos próprios limites e a qualidade de vida. Manter uma rotina equilibrada, praticar atividades físicas e reservar momentos de convivência podem contribuir para o bem-estar. Familiares e amigos também têm um papel importante ao perceber mudanças de comportamento, como isolamento, irritabilidade ou perda de interesse por atividades habituais.
Durante o Setembro Amarelo, a atenção à saúde mental ganha mais destaque, reforçando a importância de conversar, acolher e incentivar a busca por ajuda quando necessário.
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