
O empresário Douglas Fonseca, dono do DF Group, deve ser solto nesta sexta-feira (17) após a defesa conseguir um habeas corpus. Ele está preso há uma semana em uma investigação sobre supostos golpes financeiros envolvendo investimentos com promessa de alto retorno.
A informação foi repassada ao Portal ClubeNews pela defesa do investigado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), os envolvidos devem responder por estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Superintendência de Operações Integradas (SOI), as investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada. Os integrantes teriam usado fraudes eletrônicas para obter vantagens ilícitas e mecanismos para ocultar e dissimular os valores obtidos com a prática criminosa.
Alegação da defesa
A defesa do grupo DF Trader afirmou, em nota divulgada na quarta-feira (15), que o bloqueio de contas, ativos financeiros e a suspensão das atividades da empresa têm impedido qualquer tentativa de reorganização operacional e de pagamento a investidores que aguardam ressarcimento.
Os advogados informaram ainda que a empresa está impossibilitada de movimentar recursos ou realizar pagamentos devido às medidas cautelares determinadas pela Justiça durante as investigações.
Segundo a defesa, além do bloqueio de bens e contas bancárias, foram determinadas prisões temporárias de investigados e apreensão de documentos e equipamentos da empresa.
“A defesa reitera sua convicção de que as prisões efetuadas são desproporcionais e juridicamente questionáveis, razão pela qual sua legalidade já está sendo discutida no Poder Judiciário”, diz trecho da nota.
Recomendação da PC-PI

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil, orienta que pessoas que se consideram vítimas da empresa DF Trader preencham um formulário disponibilizado pela instituição de forma online.
Clique aqui para ter acesso ao formulário.
A empresa é investigada por estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, o preenchimento do formulário é necessário para individualizar cada caso, identificar os prejuízos sofridos pelas vítimas e garantir o andamento da investigação.
Após preencher as informações solicitadas, a vítima deve assinar o documento eletronicamente por meio da conta Gov.br e encaminhá-lo conforme as orientações disponíveis no próprio formulário.
As informações enviadas serão anexadas ao Inquérito Policial nº 7782/2026, que apura os fatos relacionados à DF Trader. A investigação é conduzida pela delegada Marcela Sampaio, titular da Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (DECCOTERC).
A Polícia Civil informou ainda que adota medidas legais para identificar, localizar e preservar eventual patrimônio dos investigados, com o objetivo de garantir a efetividade de futuras decisões judiciais.
O órgão também esclareceu que o ressarcimento das vítimas não ocorre durante a fase do inquérito policial. A reparação dos prejuízos depende da conclusão da investigação, do andamento do processo judicial e de decisões do Poder Judiciário.
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