14 de julho de 2026

Dono da DF Trader tinha apenas R$ 38 na conta; Justiça prorroga prisão temporária

Polícia Civil investigação se os recursos foram transferidos para contas no exterior ou convertidos em criptomoedas

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A Polícia Civil encontrou apenas R$ 38 na conta bancária do trader Douglas Fonseca Araújo, alvo da operação que apura um suposto esquema de golpes contra investidores. O dado foi confirmado nesta terça-feira (14) pelo superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), delegado Matheus Zanatta.

Durante o bloqueio judicial de bens, a Polícia Civil localizou cerca de R$ 5 mil na conta da empresa DF Group, mas apenas R$ 38 na conta pessoal do trader Douglas Fonseca Araújo, CEO da companhia.

Trader preso suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro prometia lucros mensais de até 10%, diz polícia — Foto: Reprodução

Segundo o delegado, o baixo saldo reforça a necessidade de aprofundar as investigações sobre o destino dos recursos movimentados pela empresa. Uma das linhas de apuração é verificar se o dinheiro foi transferido para contas no exterior ou convertido em criptomoedas.

“Ainda estamos realizando as investigação para saber se esse dinheiro foi tranferido para contas no exterior ou se está em bitcoin”, afirmou.

A DF Group foi alvo de mandados de busca e bloqueio de bens após denúncias de investidores que alegam ter sido vítimas de promessas de retorno financeiro rápido. O caso ganhou repercussão após a prisão de Douglas Fonseca, apontado como responsável pela captação de recursos sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Prorrogação da prisão

A Justiça prorrogou nesta terça-feira (14) a prisão temporária do trader Douglas Fonseca Araújo, CEO da DF Group, e de outros 10 investigados na operação que apura um suposto esquema de golpes contra investidores no Piauí.

Segundo o delegado, os investigados permanecerão presos por mais cinco dias. Após esse período, a Polícia Civil poderá solicitar a conversão das prisões temporárias em preventivas, que não possuem prazo determinado.

“Hoje terminavam essas prisões. Nós pedimos a prorrogação e o juiz acabou de determinar. Então, eles vão ficar mais cinco dias presos e, depois desse período, a prisão pode ser convertida em preventiva, que é aquela prisão por prazo indeterminado”, afirmou.

Veja a lista de investigados:

  • Janda Maira de Sousa Silva;
  • Ícaro Teixeira de Sousa;
  • Douglas Fonseca Araújo, CEO e proprietário da DF Group;
  • Milena Alves Torres;
  • Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu;
  • Lucas Soares Coutinho;
  • Viviane Alves da Silva, gerente da DF Group;
  • Caio Fonseca Araújo;
  • Caio Guilherme Campelo;
  • Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo;
  • Eduardo Lima de Sousa.

O Portal ClubeNews procura as defesas de Douglas Fonseca Araújo e dos demais investigados citados na operação, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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