Daniela Beatriz, que impediu o sequestro da sobrinha recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), prestou depoimento nesta quinta-feira (16), à Polícia Civil do Piauí. Ela foi intimada após a supervisora da unidade de saúde que aparece no vídeo da ação criminosa registrar um boletim de ocorrência.
De acordo com a delegada Amanda Bezerra, a profissional exigiu abertura de inquérito para apuração dos fatos, considerando que ela não teria participado da ocorrência, mas teve sua imagem ligada ao fato.

“Quando da divulgação, tanto das imagens como de nomes, foram divulgados terceiros que não tinham correlação com os fatos, pondo em cheque a moralidade, a honra dessas pessoas. Inclusive, a colocando [supervisora], como alguém que não deveria ter a confiança da população”, explicou.

O prazo para conclusão do inquérito pela Polícia Civil é de 30 dias. Amanda Bezerra ressaltou que a supervisora teria ido ao local para verificar a ocorrência.
“Ela não teve participação, ela apenas foi verificar a situação que estava ocorrendo dentro da maternidade. A gente agora investiga esse crime. Sabemos que há um limite quando você imputa conduta falsa a outra pessoa. Então, nós estamos investigando esses fatos relacionados à supervisora”, afirmou.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Daniela comentou sobre a intimação, a qual considera injusta. Ela reforçou que as pessoas que aparecem na gravação do dia da tentativa de rapto da criança têm participação no crime.
“A pessoa que está me processando não está sendo investigada […]. Por conta dessas imagens que eu [fiz] vir à tona, a pessoa ainda consegue vir me processar. Eu nem sei mais o que vai acontecer. Eu não coloquei foto e nome da pessoa porque eu tinha dúvida se realmente tinha envolvimento dessa pessoa. Eu coloque porque eu vi o que aconteceu. Eu sei quem estava e quem não estava”, disse.
Relembre o caso
Uma tentativa de retirada irregular de um recém-nascido foi registrada na segunda-feira (6) na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER), em Teresina (PI). Segundo a direção da unidade, a ação foi identificada e interrompida pelos protocolos de segurança da maternidade antes que o bebê fosse retirado do local.

Em entrevista à TV Clube, a tia da criança, Daniela Beatriz, contou que a técnica de enfermagem Auricélia Rocha, que trabalhava no local, teria conseguido levar a bebê dentro de uma bolsa.
A profissional foi descoberta pela tia e impedida. A ação foi foi registrada por câmeras de segurança da maternidade, além de vídeos feitos pela própria Daniela.
A suspeita foi afastada do trabalho na instituição e foi presa após a denúncia. A defesa alegou que a mulher sofre de transtornos psicológicos em decorrência de abortos sofridos e que ela acreditava estar grávida.
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